Ela é encantadora, charmosa, provocativa e clássica. Tudo ao mesmo tempo. Sua sensualidade exuberante leva o ouvinte para os pomposos salões de baile da década de 20 embalados por um jazz bem executado. Aqui, por sinal, a delicadeza da bateria, sensivelmente entregue por Lucio Cheli, e a vulnerável, mas provocante linha do trompete desenhada por Josue Garcia, colocam esse gênero musical no centro dos holofotes.
Com o auxílio da voz firme, açucarada e de leve estridência de Valen, a faixa não apenas alcança a capacidade nata de entorpecer o espectador, mas, acima de tudo, ela se torna capaz de convidá-lo a arranjar um par para a dança e se perder diante da sensualidade aveludada cada vez mais fortalecida pelo seu escopo rítmico-melódico. Fresca e lexicalmente vulnerável, algo ocorrido em virtude da contribuição do piano e de suas notas delicadas, a faixa mergulha o espectador diante de uma paisagem sônica romanticamente introvertida.

O interessante é que a crueza que se percebe em virtude dos chiados ocasionados perante a sonoridade da escovinha, do chimbal ou mesmo do próprio saxofone, auxilia generosamente na aquisição, por parte da composição, de uma alma. De uma identidade forte e chamativa. Macia e ondulante, é importante ressaltar que a faixa consegue transpirar um perfume floral impactante que coopera com a conclusão de que Turquoise Blue é uma faixa de energia e originalidade.
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