Vamos sair do convencional e ouvir uma música clássica que rompe barreiras. Primeiro que estamos diante de um trabalho que prima por trazer memórias e isso não precisa vir do som popular. Afinal de contas, crescemos assistindo animações, jingles de comerciais, filmes, documentários e produções audiovisuais em geral que têm como trilha músicas clássicas, feitas por sinfonias.
Temos aqui um trabalho que irá mexer com nossas mentes, almas e corações. Trata-se de THE SYMPHONINA FOUNDATION e seu novo disco “Symphonina Stories: New Horizons”. Um trabalho de 26 peças que emanam bom gosto e foi feito com esse intuito de ser a trilha sonora da vida de muita gente.
The Symphonina Foundation busca promover oportunidades para que jovens possam apreciar, executar, compor e aprender sobre música sinfônica, com a missão de difundir a alegria da música sinfônica entre o público jovem ao redor do mundo. Logo, não se trata apenas de fomentar o cenário musical, mas também fomentar a formação de músicos, o que dá uma nobreza e tanto à obra.
As formas de gravações foram feitas de forma híbrida, com algumas gravações remotas, além de produções seguindo a mesma metodologia, o que mostra o quão árduo foi trabalhar no disco, que já vem se consagrando, aliás.
“Symphonina Stories: New Horizons” recebeu recentemente três indicações no “Hollywood Independent Music Awards”, na categoria de Música Clássica Contemporânea. Venceu o prêmio com a obra de David Arkenstone, “Dreams Carried on Fire”. Além disso, ter três indicações para um único álbum é algo inédito e reflete a qualidade e a beleza da música presente nele.
Difundir alegria da música sinfônica entre o público jovem ao redor do mundo é uma das grandes missões e o THE SYMPHONINA FOUNDATION consegue isso neste disco bem produzido e que encanta durante pouco mais de 1 hora e vinte minutos.
“Siu: Symphonina No. 1 (Hope), Movement 1” abre o disco com um dinamismo que irá mexer com nossas memórias infantis, pois nos remete a aberturas clássicas de animações intensas. Enquanto isso, “Siu: Symphonina No. 1 (Hope), Movement 2” parece nos brindar com a chegada da primavera. O fim do ato vem com “Siu: Symphonina No. 1 (Hope), Movement 3”, outra peça cinematográfica que encanta pelo ar futurista.
Enfim chegamos à peça “Jinosko: Symphonina No. 3 (Of Fire and Water), Movement 1 (Gold)”, que também se divide em três partes, sendo as outras “Jinosko: Symphonina No. 3 (Of Fire and Water), Movement 2 (Fire)” e “Jinosko: Symphonina No. 3 (Of Fire and Water), Movement 3 (Spirit)”. Enquanto uma é mais tímida e misteriosa, suas consequências se baseiam em dinamismo e heroísmo, além de algo mais ambiente e atmosférico.
Os quatro próximos atos são “Unseth: Symphonina No. 3 (Painted City), Movement 1 (L’temps: Un Cirque)”, “Unseth: Symphonina No. 3 (Painted City), Movement 2 (Church Mosaic)”, “Unseth: Symphonina No. 3 (Painted City), Movement 3 (A Bluebird’s Dream)” e “Unseth: Symphonina No. 3 (Painted City), Movement 4 (New York Halloween)”, peças interativas que trazem em comum a descontração graças a incursão maior de metais e chama atenção pelo contexto vibrante.
Também divididos em quatro atos, “Prather: Symphonina No. 1 (Tales From Spooky Town), Movement 1 (Carriage Ride to Spooky Town)”, “Prather: Symphonina No. 1 (Tales From Spooky Town), Movement 2 (A Skeleton’s Broken Heart)”, “Prather: Symphonina No. 1 (Tales From Spooky Town), Movement 3 (Dance of the Pumpkins)” e “Prather: Symphonina No. 1 (Tales From Spooky Town), Movement 4 (Even Ghosts, Ghouls and Goblins Sleep)” chega com um ar mais cintilante, nos lembrando sinfonias natalinas e encantando pelo seu brilho.
“Arkenstone: Symphonina No. 1 (Dreams Carried on Fire), Movement 1”, “Arkenstone: Symphonina No. 1 (Dreams Carried on Fire), Movement 2” e “Arkenstone: Symphonina No. 1 (Dreams Carried on Fire), Movement 3” é daquelas obras que encantam de imediato e podem estar facilmente em finais felizes de filmes de diversos gêneros.
Com direito a condução novamente por parte dos metais e um ar sofisticado mais pop graças ao sax em destaque os atos “Das: Symphonina No. 1 (Lenny and George Walk Into a Bar), Movement 1 (Tin Pan Alley), “Das: Symphonina No. 1 (Lenny and George Walk Into a Bar), Movement 2 (Nadia)” e “Das: Symphonina No. 1 (Lenny and George Walk Into a Bar), Movement 3 (Tanglewood)” traz um lado inovador na abordagem e que colabora muito para a versatilidade do disco.
Já em “Fogel: Symphonina No. 6 (Flutissimo), Movement 1”, Fogel: Symphonina No. 6 (Flutissimo), Movement 2” e “Fogel: Symphonina No. 6 (Flutissimo), Movement 3” recuperamos com uma flauta magnífica aquele teor floral que a música clássica emana.
Por fim, “Fisher: Symphonina No. 3 (Runaway Dream Days), Movement 1”, “Fisher: Symphonina No. 3 (Runaway Dream Days), Movement 2” e “Fisher: Symphonina No. 3 (Runaway Dream Days), Movement 3” tem um ar de despedida, com um piano belíssimo como fio condutor, mas sem cair em dramas comuns.
Só podemos dizer que esta obra, além de proporcionar uma arte magnífica, encanta por sua ousadia ao oferecer música deste nível e numa abordagem de fácil apreciação. Ouça no melhor volume, vibre, encante-se e chore de emoção.




