Entre uma base sonora que traz consigo uma inquestionável identidade atmosférica, existe um toque estridente que beira a reprodução do sopro estridente do saxofone que, diante do contexto introdutório, serve para fortalecer e amadurecer ainda mais o aspecto sensorial melancólico que pauta o ambiente. Introspectiva e dramática, a faixa conquista o ouvinte com a sua leveza estética, mas faz com que acabe sintonizando com o teor de lamento até aqui explorado.
No momento em que o enredo lírico enfim tem o seu início devidamente anunciado, o ouvinte entra em contato com um timbre masculino adocicado que chega a sugerir uma boa dose de vulnerabilidade. Usando esse tom para dar vida a um escopo verbal que inspira o lamento e a decepção, Tholly se percebe caminhando por entre beats bem marcados com direito a chimbais de aparência contagiantemente digitalizada.
Comunicando, a partir daí, o rap como a sua base estrutural, a faixa ainda chama a atenção por apresentar, na sua receita, também sinais do pop. Presente especialmente diante dos melismas entoados pelo rapper, esse gênero musical auxilia na aquisição de suavidade e um grau de apelo radiofônico sem exagero. É assim que se mascara o cerne de Moonlit Habit, faixa que captura o momento mais conturbado na vida de Tholly, como o seu divórcio seguido por uma luta pela guarda de sua filha.
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