Brian Mullins mostra conhecimento de causa com poderoso country

Leslie é uma comunidade não incorporada no Condado de Greenbrier, Virgínia Ocidental, Estados Unidos. Está localizada na Rota 20 da Virgínia Ocidental, a sudoeste de Quinwood. Com uma população pequena, o local é o típico vilarejo tradicional americano, onde, graças aos deuses, a paz reina e a felicidade flui.

É de lá que vem um músico magistral, que tem o conhecimento de causa dentro do country que só pode ser confirmado com este seu mais novo disco, do qual iremos falar agora. Mas, impressiona que, um lugar como Leslie tenha um talento tão imenso como de Brian Mullins. Seus vizinhos podem se considerar uns sortudos.

Afinal de contas, não estamos diante somente de um artista. Brian, que tem 51, é pai de 6 filhos e tem 11 netos. Ele é capelão do Hospice of Southern West Virginia e possui uma empresa de serviços de limpeza, a Above and Beyond Janitorial Services LLC. Também foi o fundador de uma organização sem fins lucrativos 501C chamada Mobile Care Ministry Inc.

Brian possui bacharelado pela Grand Canyon University, mestrado em Artes e Mestrado em Artes (MABS) pelo Seminário Batista Temple e obteve seu doutorado em Aconselhamento Bíblico em 2016 pelo Seminário Teológico Andersonville. Ele é compositor da BMI Publishing e escreveu todas as músicas deste álbum. Levou 9 meses para concluí-lo. Trata-se de um cidadão que também agrega muito à sociedade.

Na arte, sua jornada musical começou aos 12 anos. Influenciado por lendas do country como Conway Twitty e George Strait, além de bandas de rock dos anos 80 como Bon Jovi e artistas cristãos como Michael W. Smith, Mullins criou um som único que mistura country tradicional com narrativas emocionantes. Essas influências gerou uma sonoridade característica, onde ele não reinventa a roda, faz o melhor que pode e entrega uma sonoridade magistral, que pode ser conferida neste mais novo álbum chamado “Dirt Road Diaries”.

“Cowtown Road” abre o disco como um country atemporal, onde um violão de cordas de aço faz a abertura já acompanhado de uma guitarra steel. Brian insere seus vocais mais graves, gerando um grau intimista e a faixa já entrega um refrão todo emocionado.

Essa emoção não diminui na segunda faixa, “I Miss You Still”. Porém, trata-se de uma balada mais ‘clichê’, assim poderíamos dizer, devido à sua melodia mais fácil e a levada objetiva, o que não diminui (pelo contrário) o talento de Mullins.

Mas, o agito chega mesmo na terceira composição, que não tem um nome singelo. Trata-se de “Tight Jeans and Country Dreams”, uma música de andamento dinâmico e arranjos que unem o country de vanguarda, com direito a um banjo se entrelaçando a guitarras poderosas e uma cozinha consistente. Mais uma faixa de refrão empolgante, provando que Brian é um mestre em cria-los.

Com um trabalho de violão e guitarra sensacional, “Just One More Talk” chega mostrando ser mais uma beleza rara de Brian, que encanta na melodia introspectiva. Já “Why Didn’t You Want Me” tem uma pegada mais erudita, com um fundo orquestrado belíssimo e um leve toque sombrio, que aparece também na letra.

A primeira veia rock vem em “Slave To The Dollar”, uma faixa de levada bluesística, que tem um trabalho de guitarra espetacular, além de uma pegada mais intensa da cozinha que dá um peso extra. Um verdadeiro sounther rock que expande a sonoridade de Mullins. O contraponto vem com a bela “My Forever Song”, uma faixa levada ao piano e com esporádica guitarra steel ao fundo, enquanto Brian canta de uma forma bem dramática.

Engatando novamente seu vocal mais grave, ele carrega no sentimento em “Never Say Forever”, uma faixa que progride em seu instrumental, começando branda e logo explodindo em arranjos contagiantes. Com uma das melhores performances vocais de Brian, a música ainda conta com uma guitarra providencial.

Entrando na reta final, temos “The Man In The Mirror”, uma autêntica balada country, como pede os trejeitos e sem invencionices. Mais uma canção onde os arranjos mostram uma atemporalidade impressionante, conquistando o ouvinte de imediato. Enquanto isso, “Georgia Bulldog” entrega um country noventista, com direito a uma veia alternativa, bem típica daquela época e que prova a versatilidade da sonoridade de Mullins.

Mantendo uma excelente dinâmica, “God is Good” também chega com uma veia alternativa, mas desta vez se aproximando mais do pop e com certa atemporalidade, dando ainda mais versatilidade ao som de Brian. O disco se encerra com “We´re All Important”, um autêntico country atemporal, que tem uma letra positiva, servindo como um hino para todos aqueles que buscam vencer na vida.

Como o título entrega, “Dirt Road Diaries” (algo como ‘diário de uma estrada rural’), cada música do álbum é inspirada em um evento significativo da vida de Brian Mullins, oferecendo um vislumbre de sua jornada, mas se encaixando à veia de cada um, já que se trata de algo com diversos ângulos de interpretação. Um primor!

https://www.brianmullinsmusic.com

https://www.facebook.com/CowtownRoad

https://twitter.com/BrianMullMusic

https://open.spotify.com/artist/brianmullinsmusic

https://www.youtube.com/@cowtownrd74

https://www.instagram.com/brianmullinsmusic

https://www.tiktok.com/@brianmullinsmusic

Digite o que você está procurando!