Desde seu início, a maneira com que a guitarra conversa com a bateria e o baixo faz com que a canção transpire não apenas crueza, mas profundidade emocional e sensualidade. Com ligeiras notas de frescor permeando a sua paisagem, She promove a construção de um ecossistema fresco, mas agraciado por uma introspecção terna e aconchegante que envolve o ouvinte com um calor confortavelmente morno. Encantadoramente bluesada, a faixa ainda tem justificada a sua intensidade sentimental a partir da maneira como Ashley Ray Simon vive seu enredo lírico.

Pela forma como a guitarra se anuncia, uivante, opaca e levemente ecoante, o ouvinte é convidado a entrar em um universo de natureza onírica. Mantendo a delicadeza e a introspecção como a base de sua estrutura, All Night, no decorrer de seus mais de sete minutos de duração, convida o ouvinte a caminhar por um teor acústico suave e fresco até trechos em que se perde diante de uma estrutura atmosférica. Profunda e sensorial, eis aqui uma obra sobre superação.

Lenta, mas já capaz de oferecer boas doses de dramaticidade em razão da forma como são executados os golpes da bateria, a faixa convida o ouvinte para um instante de desacelerar. Em Running, a maciez e o frescor se tangenciam com a introspecção de uma forma que, curiosamente, desperta o senso de melancolia. Ainda que entorpecente, a canção chama a atenção pela sua crueza estético-estrutural, responsável por amplificar a intensidade das emoções expressas pelas palavras pronunciadas pelo vocalista.

Pode parecer pobre descrever apenas três das sete faixas que compõem Terra Santa. Porém, a verdade é que esses títulos trazem com mais precisão e verdade toda a profundidade emocional expressa não apenas de maneira interpretativa no que tange ao lirismo, mas, também, em relação à melodia, ao ritmo.

Da delicadeza à pungência, tangenciando, ainda, o soturno, o EP apresenta conteúdos de origem extremamente pessoal, que mergulham fundo nas questões da reflexão e do autoconhecimento. Com direito a suaves inclinações para com o espirituoso, ele permite, inclusive, que Dance With Me, com seu intimismo esotérico-reflexivo, também carregue muito de sua identidade: um EP focado em autopercepção noções de um altruísmo comunitário.

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Stray Music: https://stray.music/artist/ashley-ray-simon/

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