Ela não chama a atenção do ouvinte apenas em razão da crueza com que o violão molda a paisagem melódica em desenvolvimento. Sem a presença de uma maciez definida ou de um frescor suavizante, a faixa toma corpo diante do timbre surpreendentemente grave e firme de Maya Teylouni. Levemente swingada, a obra vai mostrando que seu charme reside, de fato, em meio a uma interação sonora minimalista.
Delicada e frágil, a faixa consegue combinar nuances brisantes com uma postura intrigantemente reflexiva que salta à percepção sensorial do ouvinte. Introspectiva em sua máxima essência, Muse é onde Maya tenta explicar como é possível perder a capacidade de interação com o outro depois de uma briga com quem se ama.
