I.K.P lança EP com sonoridade, visual e temas impactantes

A música pode ser vista para muitos apenas na visão de som. Mas, por muitos outros a arte pode ser completa. Isso significa que, além do que é composto e tocado, a música exige um conjunto da obra muitas vezes envolvendo o visual e a forma como é abordada num contexto geral.

Mas, isso explica mais a arte do que parte dela em si e o equilíbrio é algo mais do que necessário. Não adianta apostar em um visual impactante se a música não corresponde a tal impacto, assim como a sonoridade de qualidade pode passar despercebida caso não chamemos atenção. Mas, quanto se aposta em compor, o resultado final é sempre a prioridade.

Temos aqui um caso de um artista que é completo em praticamente todos os quesitos. Trata-se de I.K.P., que é um(a) rapper-produtor(a) não-binário(a) de origem garífuna e veterano(a) da Marinha que transforma traumas vividos em hip-hop queer que desafia gêneros.

Aprofundando mais em sua história, Kenny M. Alvarez, conhecido(a) artisticamente como I.K.P. (The Infamous King of Positivity), cujo catálogo mítico e ativismo estão enraizados em experiências vividas — incluindo trauma militar, situação de rua e abuso de substâncias, já foi indicado(a) ao Independent Music Award e foi ex-coapresentador(a) do podcast The Herbal Tea, I.K.P. moldou conversas na interseção entre rap, cultura queer e ativismo em prol da cannabis, além de ajudar a garantir milhões para moradias assistenciais em Nova York. Seu trabalho é resiliência, ritual e visibilidade radical em movimento.

Para quem não sabe, segundo pesquisa, garífunas são um povo miscigenado (indígenas Arauaques/Caraíbas e africanos) que habita a costa caribenha da América Central, principalmente Honduras, Belize, Guatemala e Nicarágua. Descendentes de sobreviventes de navios negreiros que se misturaram com nativos em São Vicente, foram exilados pelos britânicos no século XVIII. Possuem cultura, língua e música ricas, reconhecidas pela UNESCO.

Voltando a I.K.P, veterano(a) do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA e graduado(a) pela Full Sail, ele lançou um catálogo mítico e ousado de projetos independentes, como “11:11 | I.K.P. (eleven eleven)”, que recebeu uma indicação ao Independent Music Award e coapresentou o podcast The Herbal Tea de 2020 a 2024, conectando a cultura queer e pop com a defesa da cannabis. Além disso, fez lobby com sucesso por milhões para moradias de apoio em Nova York.

Continuando a expandir a visibilidade queer no hip-hop, construindo um legado através da verdade, resiliência e positividade radical, I.K.P aposta num visual andrógino urbano todo particular, que chama atenção por andar paralelamente ao seu som, que pode ser conferido em seu mais novo EP, “PSYCHE”.

O EP é um projeto de quatro faixas nomeado em homenagem ao asteroide na astrologia que representa a jornada da alma e a autodescoberta. O trabalho funciona como uma exploração temática de identidade, batalha, devoção e autorrealização — uma culminação da experiência vivida, em vez de uma mera coleção de músicas.

A faixa de abertura é “OFF TOP” um rap moderno intenso, de alta energia, onde ele prima por uma boa dinâmica, que colabora com essa vibração extra. Veloz, a faixa traz um trabalho vocal ‘na cara’, com beats consistentes e um fundo inspirado no ‘old school.

Já “KILL OR BE KILLED” é uma faixa com um apelo mais vibrante e que aposta na cadência. Sua batida firme ecoa em pura pulsação, enquanto um fundo inspirado no R&B deixa ela mais moderna, sem perder seu contexto enraizado. As linhas vocais de I.K.P continuam chamando atenção pela energia e imponência, o que acaba se tornando a assinatura do artista.

“LOVE ELEMENT”, o carro chefe do disco, destila anos de traição, esgotamento e acerto de contas pessoal em uma faixa que é tanto um grito de guerra quanto um bálsamo. A música é como se fosse uma reconquista de si mesmo, como o próprio I.K.P explica. “É sobre se apropriar de si mesmo. É sobre fazer um balanço de quem está ao seu redor e encontrar paz interior — mesmo quando você sabe que nem todos têm intenções puras”.

Musicalmente ela soa introspectiva, atemporal e requintada. Vibrante, sua pulsação explode nas caixas de som, mas sem sobrepor-se à cadência e aderindo melodias vocais na linha R&B que se alternam a momentos mais rappeados. Trata-se de uma composição imponente, que realmente está um passo à frente no disco, sendo que o mesmo possui músicas excepcionais.

O disco é finalizado pela equilibrada “LEAD WITH LOVE”, onde I.K.P mostra ainda mais qualidade vocal, provando seu alcance e versatilidade. Mantendo uma cadência com batidas quebradas e pulsantes, a faixa fecha o disco como uma deixa, sem dar aquele adeus e sim um até logo.

Não tenha dúvidas que com “PSYCHE”, I.K.P atingiu um nível extra em sua carreira e consegue deixar uma mensagem necessária, não só ao seu propósito, mas para a humanidade em geral. Mas fica aqui um apelo. Que ele lance mais coisas, pois ficamos com um ‘gostinho de quero mais’ com o EP.

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