Não precisa de muito para perceber a existência de uma postura altiva, imponente e, acima de tudo, questionadora. Por entre pulsos bem definidos e uma guitarra cuja distorção consegue oferecer rompantes melódicos curiosamente sensuais e provocantes, a faixa permite a entrada de uma voz aguda e açucarada de forma a tornar mais real essas percepções que beiram o significado de empoderamento.
Sincopada e, ao mesmo tempo, minimalista, a faixa parece brincar com uma postura intimista e uma despropositada noção de sensualidade como forma de enaltecer o seu viés rebelde e questionador. É assim que Bevin faz de You Don’t Decide uma obra que discute a autonomia corporal sob a ótica da ética do cuidado.




