A maneira como o piano se posiciona na construção da esfera harmônico-melódica sugere uma delicadeza que, desde cedo, explora uma nuance espirituosa serena e contagiante. Aromática em meio à contribuição das guitarras e do violão, a faixa caminha por uma base rítmica frágil em que cada golpe proferido pela bateria mais soa como uma carícia do que propriamente como uma tentativa de proporcionar pressão e consistência.

Macia em sua máxima essência, a canção chama a atenção por ser liricamente regida por uma voz masculina grave e encorpada. Vinda na posse de Richard Lynch, ela, a partir da interpretação verbal para a qual é usada, sugere uma camada emocional pungente e levemente dramática. Às vezes soando como a busca por uma resposta perdida, mas também como uma espécie de súplica, a forma como o cantor vive cada palavra proferida traz o consenso de ser agraciada por uma emoção intensa, quase visceral.

Perante um arranjo ainda mais interiorano que aquele ofertado em sua versão original, Why Me Lord, canção originalmente assinada por Kris Kristofferson, nas mãos de Lynch ganha uma sensibilidade transcendental em razão de seu caráter orgânico. Com ele, é como se a canção conseguisse até mesmo ser agraciada por uma alma quase humana, o que a torna inquietantemente viciante através de suas inclinações gospels presentes em sua estrutura de balada suplicante.

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