Ela chama a atenção do espectador desde o instante imediato em que sua sonoridade é apresentada. Por meio de um golpe uníssono entre bateria e baixo, o segundo mantém um protagonismo notável com seu andamento ondulante regido por uma sonoridade levemente ácida. Oferecendo um corpo consistente à canção, ele dá a chance para que a canção, quanto mais se desenvolve, desfile a sua identidade inquestionavelmente crua.
Suja e misturando momentos em que o lirismo é entoado de forma ríspida e melódica, é interessante perceber como a obra consegue combinar o sombrio com o enigmático, enquanto é capaz de difundir não apenas ao ouvinte, mas ao ambiente como um todo, expectativa, ansiedade e uma inclinação sedutora pelo incerto. Ganhando a presença da guitarra em sua receita melódica, a composição agora possui meios para ampliar a sua densidade e sua paisagem noturna, marginal.

O mais curioso é perceber que, mesmo diante dessa arquitetura estético-estrutural, a faixa consegue ser atraente, penetrante e contagiante. Misturando rap e punk rock, White Boy Wa$ted, gravada completamente no estúdio caseiro do vocalista BruceBAn$hee, engloba caos, energia e autenticidade perante um enredo que captura a essência de uma noite selvagem com direito a influências estéticas de Ozzy Osbourne e Mac Miller.
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