Ela já nasce densa de forma a explorar uma dramaticidade pungente, pegajosa e completamente introspectiva. Interessante notar que, nesse aspecto, o movimento melódico minimalista efetuado somente pela guitarra traz consigo um caráter soturno e, ao mesmo tempo, melancólico, que muito traz consigo identidades sonoras de bandas como System Of A Down e Shinedown.
Assim que o enredo lírico se inicia, encorporado por uma voz feminina de timbre aveludado e equilibrado em suas nuances de agudez e dulçor, a canção traz consigo uma narrativa não poética, mas teatral de forma a rememorar até mesmo a maneira cenográfica com que Janis Joplin dava vida ao conteúdo verbal de suas respectivas músicas.

Saindo do sombrio envolto em um cinismo debochado, mas de caráter amplamente sádico, a faixa se permite explorar um andamento rítmico calcado em uma paisagem inicialmente acústica. Eis então que, de maneira surpreendente, a faixa propõe a mudança de ato e leva o ouvinte para um cenário sombrio e asqueroso que faz destacar toda a insegurança e a fragilidade mais profunda de cada indivíduo que se aventure em sua audição.
Na forma de um metal alternativo azedo e explosivo, a canção mistura imponência, empoderamento e torpor de uma forma bastante ousada. Com essa receita, o The Zaramutas faz de Watermelon uma faixa que evoca um chamado cru por justiça, de forma que funciona como uma resposta direta à guerra na Palestina.
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