Viaje e divirta-se com novo e abrangente disco de Mogipbob

Definitivamente, como já falamos várias vezes por aqui, a inteligência artificial veio pra ficar, seja fora ou dentro do mundo da música. Na música, ela vai desde o processo produtivo todo, o que acaba sendo duvidoso, passando por uma ferramenta de auxílio, o que é válido, chegando até a instrumentações, que é outro recurso viável.

Temos em mãos um artista que a usa como um auxílio considerável e sabe transformar suas ideias através da tecnologia, o que acaba soando bem interessante e com uma estrutura bem definida, que permite que ele transite por diversos estilos e entregue arranjos ricos.

Estamos falando de Mogipbob, nome artístico de Jason Graves, que compõe todas as suas músicas e explora um processo criativo híbrido que utiliza inteligência artificial para instrumentação e vocais, dando vida às suas histórias. O foco principal é a composição, com a tecnologia servindo à narrativa em vez de defini-la.

Natural de Hythe, Alberta, no Canadá, Mogipbob cria canções focadas em personagens, inspiradas no som ambiente e acolhedor dos anos 70, folk, soul e um funk leve. Sua música se concentra na narrativa, explorando a textura emocional da vida cotidiana através de pessoas comuns, momentos imperfeitos e as histórias internas que moldam a nossa autoimagem.

Ele chega com este poderoso disco, “Like a Viking”, onde explora suas mais diversas influências, entregando ricas 20 faixas em um trabalho que viaja pelo tempo, mas sem soar datado e muito menos tendencioso, ganhando um contexto atemporal. Tudo com seu método e abordagem bem inseridos.

Ele abra com a faixa título, que mostra uma inspiração ao country tradicional, com direito a banjo e vocais típicos. O estilo está em seu cerne, aparecendo em mais ocasiões no disco. “Unexpected Shores” chega como uma balada onde o fundo ainda é country, mas ganha contextos do pop clássico sessentista, com aquela veia Frank Sinatra.

O country retorna com um fundo orquestrado em “King Of The Line”, que entrega um refrão inspirado no soul, soando perfeito e mostrando como o artista consegue ser versátil mantendo sua personalidade. Enquanto isso, “I Knwo a Guy” parece trazer Jack Johnson pros lados da americana, com um folk moderno e insistindo acertadamente no refrão inspirado no soul.

“Cheap As Chips” dá uma adianta no tempo (ou seria retrasado?) quando traz aquele contexto de pop country levemente apimentado pelo rock que nos acostumamos a ouvir na década de 1990. “Uptown Clown” resgata aquele soul de igreja, com um trabalho vocal magistral, que encanta durante toda a canção.

Mudando um pouco de ares, “Burgers and Fries” ganha um ar mais sofisticado, com um piano discreto, mas muito bem inserido, onde Mogipbob entrega uma balada estonteante. E as baladas continuam, agora com um toque levemente mais moderno, onde “Low-Brow Unibrow” entrega uma veia mais inspirada no soul, com levíssimos toques de blues, principalmente das guitarras.

Falando nisso, aquele soul com o pé no funk, onde o groove pede passagem, chega na magistral “ASAP”, enquanto “Creepy Ice Cream Truck” revela um indie pop e R&B bem incrementado, mantendo a identidade do artista.

Ele abre a segunda parte com a sazonal “The Fire Remembers”, música que traz uma orquestração linda, com direito a um violino magistral. E o funk R&b pede passagem na encantadora e dançante “Retroactive Skies”, uma música poderosa, que coloca o groove lá no alto.

Logo em “Odds and Sods” o country retorna, inclusive com o poderoso banjo, onde ele também adota um ritmo cativante e refrão pegajoso. E em “Life In Limpo” Mogipbob consegue mesclar o estilo com um R&B poderoso, gerando uma música simplesmente fantástica e com a cara de um hit expansivo.

Já em “Foreshadow Boxing” o soul vintage pede passagem, entregando um instrumental requintado, com direito a piano e orquestrações, além de uma melodia encantadora. Mas, logo o funk pede passagem, com leves toques de disco, botando todo mundo pra dançar novamente em “Logistical Nightmare”.

“Okie-Doke” retorna como uma balada inspirada no contexto da americana, revelando mais uma vez o contexto orquestrado que mostra as habilidades e conhecimento de causa do artista canadense. Já “The Jury Inside” encara um R&B moderno, mostrando-se uma das faixas mais atuais do disco, primando por aquela mescla com hip-hop e um besunte pop que deixa tudo bem lapidado.

Entrando “No Problem” traz aquele mote inspirado no country, aqui ainda mais bem arranjado, inclusive com elementos percussivos muito bem encaixados. Um clima mais intimista, sem perder a alta energia, é um mote interessante da faixa.

E, por fim, “The Wrong Side Of Happy” chega reflexiva e abrangente, sendo a faixa que mais insere os elementos do blues, inclusive no trabalho de guitarras, além de revelar uma cozinha poderosa. Por fim, fica clara a versatilidade Mogipbob, que transita por diversos estilos, transformando “Like a Viking” numa viagem sonora muito bem sucedida. Ouça no melhor volume e divirta-se.

https://mogipbob.com

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