Quando lemos sobre a história de Silvia Dorothy Murray-Wakefield, conhecida como Silver Dwan, na música, entendemos qual é a sua proposta, tal qual nos deparamos neste seu mais novo EP, “Beautifully Awkward”. O disco, que acaba de ser lançado, não é nada convencional, porém também não tenta reinventar a roda ou até mesmo mudar sua forma.

Nascida no oeste de Londres, Reino Unido, o interesse de Silver Dawn pela música foi fomentado por seu pai, um aficionado por música, que a apresentou ao rock and roll, reggae, world music, folk e música clássica. Ela herdou seu gosto eclético e o ampliou com prog, techno, free jazz e grunge. Estudou jazz e composição na LCM e tocou em vários grupos pós-punk e experimentais de curta duração.

Mas o que você irá encontrar em “Beautifully Awkward”, além das mesclas não padronizadas da música, vai muito além disso. Afinal de contas, estamos diante de uma artista de leque aberto e disposta a quebrar fronteiras e isso ela consegue com êxito nestas 8 composições distribuídas em pouco mais de meia hora.

Criado durante um período turbulento da vida da artista, o trabalho é uma catarse da alma variada – por vezes reflexivo e suave, outras vezes amargo e sarcástico, oscilando entre a raiva, a esperança e a felicidade, com a intenção de que outros se sintam vistos e ouvidos ao ouvi-lo.

A faixa de abertura, “The Tune” é um kraut rock industrial de tirar o chapéu, que já traz elementos desconexos, um fundo caótico e uma viagem de mais de seis minutos, já deixando claro ao ouvinte que o caminho aqui não é plano e sim pedregoso, mas de descobertas impressionantes.

Mas, nem tudo é caos. Nunca negando sua clara referência ao dream-pop, Silver Dawn entrega-se ao estilo em “Tidal Wave”, uma faixa sorumbática, que apesar da calmaria, não perde o leve toque sujo e desconexo dos instrumentos, provando que essa é uma assinatura da artista.

Enquanto isso, a faixa título leva o ouvinte a uma viagem ao space rock, mas não da forma convencional e objetiva que acostumamos a ouvir por aí, e sim com leves toques de pop e uma aura um tanto quanto mais positiva que o restante do disco.

Vai aí uma menção honrosa para “I Can Imagine”, um dream-pop poderoso e que ainda traz flertes com a new age, mas é preciso entender que “Beautifully Awkward” é um EP (quase LP) que merece uma audição completa!

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