Ela é, no mínimo, interessante. Afinal, já por meio da forma como a bateria se apresenta na construção dos primeiros vislumbres rítmicos, a canção consegue transpirar uma similaridade estética para com o britpop alcançado pelo Blur em seu single Song 2. Ainda assim, conforme avança em sua evolução, a canção se afasta dessa percepção e vai se apoiando gradativamente em uma paisagem mais voltada ao indie rock.

Graças à guitarra e sua sonoridade um tanto seca, mas não menos melódica, inclusive, o frescor acaba se fundindo com esse toque de crueza muito bem difundido pelo enredo rítmico. Alcançando contornos sensoriais entorpecentes, a faixa, após sua longa introdução, põe o ouvinte em contato com um vocalista de timbre cuidadosamente adocicado, mas sem esconder seus resquícios ácidos. Eis aqui Time Goes, o novo single dos australianos do The Duke Of Randwick.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *