The Cumberland River Project lança o EP “Vain Regrets”, 100% cantado por Frank Renfordt

Pelas plataformas de streaming, Frank Renfordt, o mentor de The Cumberland River Project, publica o seu trabalho desde janeiro de 2020 quando liberou o primeiro single “Back On The Road”, ao lado de Dave Demay. Os anos se passaram e o alemão de Hagen, influenciado pelo pop se aproximou mais da música country e americana, dando uma guinada em seu estilo que, desde o início, apontava ao que é hoje. Com mais de vinte trabalhos lançados, sejam com participações de convidados ou não, o The Cumberland River Project lança o primeiro EP da carreira, “Vain Regrets”, com seis maravilhosas canções.

Quando o seu primeiro álbum foi lançado em março de 2020, tanto “Back On The Road” que foi o seu primeiro single, como “Wild Horse Rider” e outros saíram estampados no disco completo onde todos puderam contemplar a imensidão sonora promovida por este artista. Da mesma forma, o segundo álbum “A Smell of Gravy” (2022), trouxe versatilidade e carisma de Frank ao lado de vários nomes como Matt Dame, Jessie Morgan e outros em uma lista de convidados para ser aplaudida em pé. Adiante, vamos conferir os aspectos que fazem do EP “Vain Regrets” uma de suas obras mais bem trabalhadas.

Nesta obra não há participações de outros cantores, embora grandes músicos dos EUA, Itália, Brasil e Ucrânia tenham contribuído em estúdio. Isso fez cada canção possuir frações distintas de gêneros musicais, mas apesar do banho de versatilidade o The Cumberland River Project não se distancia de sua personalidade. Em “In Line”, por exemplo, o country é a base para a melodia, com uma execução de guitarra limpa e efeitos de slide adequados ao ritmo. Contudo, arranjos e elementos do rock’n’roll inseridos nesta música, contribuem felizmente para uma sensação de liberdade e empolgação com a pegada.

Em “Old Freiends”, como o nome já diz, é uma celebração às velhas amizades. Nesta execução, a cativação é presente, assim como no começo do álbum. Nela existe solos de harmônica e uma pegada bem cadenciada tocada por Simon Röll, baterista que já tocou muitas vezes com Frank. Como se trata de uma confraria, o dono do projeto também chamou o antigo tecladista Sascha Miskovic que fez belas camadas de teclado. A música, sem sombra de dúvida, insere alegria e satisfação de uma boa reunião, além de parecer também com uma grande trilha sonora para essas ocasiões. Uma verdadeira mensageira da paz.

Em “Wish I Could Have Told You”, temos aqui a primeira balada do disco, e aqui também cabe algumas comparações. É certo que não há indícios de Frank Renfordt possuir algumas influências de Pink Floyd, embora os seus timbres vocais sejam muito parecidos com os de David Gilmour. Enfim, comparações à parte, essa canção é um verdadeiro balde de melodias a começar pela introdução de slide, onde técnica e virtuose se encontram e embarcam de mãos dadas nessa viagem. A música, apesar de satisfazer o ouvinte em um momento de relaxamento, nos faz mergulhar em complexidades musicais.

Sobre o estilo pop mencionado no início desta resenha, temos como exemplo a “Mr. Spaceman”, que é um perfeito R&B maduro cheio de belos momentos, promovidos pelas notas de guitarra. Além disso, a canção possui um ritmo cativante e linhas vocais fluindo maravilhosamente bem. Musicas assim, onde a harmonia flui livremente entre cada instrumento, tendem a prender a nossa atenção pelo prazer da audição. Esse fenômeno acontece exatamente aqui, onde a dosagem de melodia não extrapola limites, deixando o produto final com aquele gosto e vontade de repetir a música. Talvez você já tenha sentido isso outras vezes, aqui mesmo neste EP.

“House on the Cliffs” faz sequência no disco como mais uma balada. Embora dessa vez, o The Cumberland River Project tenha se tornado um pouco mais melancólico, a beleza na execução das linhas é tão evidente como em qualquer outra música. Para um músico que compõe de forma versátil, como Frank, a sensibilidade se traduz de várias maneiras, seja em um country rock com pegada mais empolgada, ou em uma melodia virtuosa como a desta canção, onde arranjos mais sucintos ganham uma imensidão de climas. Sem falar também na poesia das palavras que penetram os sentidos, causando emoção.

Por fim, chegamos em “Sweet Freedom” com leveza na alma e nos ouvidos. Tudo aqui parece inspirar liberdade, amor e ternura desde as linhas vocais de Frank aos backing vocals femininos riquíssimos e harmoniosos. Esta é uma das músicas cativantes, mas com uma levada mais pop. Há vários destaques, embora o solo de violino insere na composição um charme a mais, assim como os arranjos de harmônica. Tudo isso, feito com uma intenção de avançar nas ideias, mas sem perder a identidade, assim como falei antes e que, por conseguinte, acaba se tornando a marca registrada do The Cumberland River Project.

Ouça “Vain Regrets” pelo Spotify:

Conheça mais sobre a banda acessando o seu site oficial:

http://cumberlandriverproject.com

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