Uma sonoridade sintética, ao dominar o ecossistema com tamanha relevância, consegue oferecer uma boa e equilibrada mistura entre dulçor, frescor e torpor. De veia inebriante e postura introspectiva, a obra experimenta uma paisagem que beira o etéreo ao mesmo tempo em que mergulha em nuances de pura brisa. Nesse instante, ao dar a chance de o ouvinte perceber sua imersão no campo do art-pop, o enredo lírico e se inicia e evidencia uma surpresa agradável.
Por meio de seu timbre doce e fresca, a vocalista mostra ao espectador palavras que já fazem com que o ouvinte perceba se tratar de uma releitura. Uma releitura sensorialmente fiel à versão original de Summertime Sadness, icônico single creditado à Lana Del Rey. Contudo, em se tratando de uma adaptação, o presente produto traz um toque extra de charme graças à combinação da acidez ofertada pelo teclado em união com um senso amaciado de fluidez trazido pelo beat.

Importante pontuar que a presente versão, agraciada por pulsos mais vivos e precisos por parte do próprio beat, acaba sendo abraçada por uma nuance extra de drama, pungência e uma curiosa sedução mórbida. Ainda que mais delicada que a original, Tonal Swell consegue manter a veia atmosférica barroca explorada por Lana em meio a atmosfera da canção. Dessa forma, o presente produto segue fiel ao verdadeiro, mas, ao mesmo tempo, ilustra autenticidade ao inserir brisas vintages à paisagem sonora construída.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/0mIVyLCgSmO5DZxOB9wL1G




