Mesmo adornada pelo idioma alemão nativo de Franz J. Brüseke, a canção é desenhada de forma a soar contagiante, atraente e lexicalmente envolvente com poucos elementos. Crescendo de maneira a ser agraciada por uma sonoridade sintética tão pulsante quanto o próprio beat, a faixa, curiosamente, consegue alcançar nuances de uma sensualidade associada à textura de maciez.
De refrão monossilábico e de pronúncias propositadamente repetitivas, a canção acaba conseguindo soar viciante, grudenta e, portanto, chiclete. Surpreendentemente, a presença do saxofone abrilhantando o contexto sonoro torna Grund zu Lachen uma obra definitivamente empolgante em razão de sua harmonia viva e de swing ligeiramente aveludado.
