{"id":3566,"date":"2022-12-13T16:20:17","date_gmt":"2022-12-13T19:20:17","guid":{"rendered":"https:\/\/musicforall.com.br\/?p=3566"},"modified":"2022-12-13T16:20:17","modified_gmt":"2022-12-13T19:20:17","slug":"erik-the-worldly-savages-traz-sonoridade-atemporal-e-diversificada-em-novo-ep","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/musicforall.com.br\/site2024\/erik-the-worldly-savages-traz-sonoridade-atemporal-e-diversificada-em-novo-ep\/","title":{"rendered":"Erik &amp; the Worldly Savages traz sonoridade atemporal e diversificada em novo EP"},"content":{"rendered":"\n<p>Em primeira inst\u00e2ncia, o canadense de Toronto, Erik Mut, \u00e9 um viajante. Isso j\u00e1 d\u00e1 uma ideia do que pode ter de versatilidade em sua m\u00fasica. Em 2008 ele se mudou para Belgrado na S\u00e9rvia, onde formou o Erik &amp; The Worldly Savages, dando in\u00edcio a esse bel\u00edssimo experimento musical.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto morava em Londres e Belgrado, a banda fez mais de 250 shows em toda a Europa com m\u00fasicos de v\u00e1rios pa\u00edses. Como expatriado, em 2016 Erik fundou a Support Adventure, uma empresa que oferece empregos remotos a expatriados e n\u00f4mades digitais, agora com mais de 160 funcion\u00e1rios vivendo em mais de 20 pa\u00edses diferentes, criando uma manifesta\u00e7\u00e3o empresarial da mensagem de transculturalismo da banda.<\/p>\n\n\n\n<p>Falando em transculturalismo e, tamb\u00e9m, em multiculturalismo, tudo isso se reflete nas can\u00e7\u00f5es do conjunto dispon\u00edveis em \u201cBreak Free\u201d, novo EP, onde em apenas seis faixas e pouco mais de 25 minutos, eles conseguem transitar por toda essa viagem de Erik, em forma de m\u00fasica boa e popular (no sentido de abrang\u00eancia).<\/p>\n\n\n\n<p>O mais interessante \u00e9 que isso fica evidente a partir da primeira audi\u00e7\u00e3o, onde as can\u00e7\u00f5es nos causam uma rea\u00e7\u00e3o inicial, nos remetendo ao final dos anos 70 e in\u00edcio dos anos 90, quando o Dexter Midnight Runners revolucionava a m\u00fasica, mesclando o folk com a world music, o pop e outros estilos, \u00e0 \u00e9poca, \u2018atuais\u2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto \u00e9, \u201cBreak Free\u201d de cara se mostra um trabalho que pode ser enraizado em m\u00fasicas criadas h\u00e1 40 anos, mas soa atemporal, como deve ser e como \u00e9. A diferen\u00e7a \u00e9 que a banda n\u00e3o revoluciona nada musicalmente, n\u00e3o se mostra pesun\u00e7osa, mas acrescenta, al\u00e9m de trazer temas e quest\u00f5es que a envolvem muito importantes, como a sociedade, seus enfretamentos, lutas e medos, al\u00e9m das disfun\u00e7\u00f5es, desigualdade e patologias. Sempre de forma inteligente, com uma abordagem bem particular.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato de ter trabalhado com diversos m\u00fasicos, deu a oportunidade do Erik &amp; The Worldly Savages contar com arranjos riqu\u00edssimos e variados em suas can\u00e7\u00f5es, mas sem serem complexos aos ouvintes. Claro, que trabalhar nestas seis m\u00fasicas espetaculares deve ter sido uma tarefa \u00e1rdua. No entanto, a busca por um resultado que soasse abrangente ao p\u00fablico, valeu a pena, pois s\u00e3o m\u00fasicas de f\u00e1cil assimila\u00e7\u00e3o e prazerosas de ouvir.<\/p>\n\n\n\n<p>E, apesar dessa abrang\u00eancia, o novo EP \u00e9 daqueles trabalhos que a cada audi\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de poder encontrar novos elementos, o ouvinte, pode sentir uma aura diferente, conforme seu humor e disposi\u00e7\u00e3o. Isto \u00e9, \u201cBreak Free\u201d \u00e9 um disco multipolar, onde pode ser despertados diversos sentimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o seria por menos. Experimente ouvir \u201cBraiwashed\u201d, faixa de abertura diversas vezes. Ela pode parecer uma faixa alegre, assim como um punk de protesto ou at\u00e9 mesmo algo sarc\u00e1stico. Isso porque seu ritmo envolto a um folk encorpado e fren\u00e9tico da cozinha, pode ser absorvido de diversas formas. A abordagem gira em torno da engenharia social da sociedade, como ela afeta a individualidade e gera mediocridade complacente. Isso \u00e9 s\u00f3 o come\u00e7o do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDry Fear\u201d parece uma balada, mas vai ganhando corpo e se tornando uma faixa com ar mal\u00e9ficos, como se Nick Cave se encontrasse com Bowie, dando um banho de escurid\u00e3o no camale\u00e3o. Um verdadeiro rock com arranjos de horror. Sem d\u00favidas, a faixa que mais explora os teclados e \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro destaque do EP \u00e9 \u201cBurn My Life\u201d, o carro-chefe do trabalho que saiu inclusive em videoclipe. Nela, Erik &amp; The Worldly Savages entregam um folk rock todo misterioso, com o org\u00e2nico encontrando o el\u00e9trico e formando uma base maci\u00e7a e tensa, contando com um refr\u00e3o forte e pegajoso (no bom sentido).<\/p>\n\n\n\n<p>O clipe de \u201cBurn My Life\u201d traz uma f\u00f3rmula que virou tend\u00eancia, como arquivos de fotos e v\u00eddeos (VHS) da inf\u00e2ncia de Erik se alternando com sua performance na can\u00e7\u00e3o, enquanto essas imagens queimam. Trata-se de uma met\u00e1fora \u00e0 vida do artista canadense e seu sacrif\u00edcio em prol da arte e de justi\u00e7a social. Simplesmente uma ideia sensacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, ap\u00f3s a audi\u00e7\u00e3o de um EP que merecia ser um \u00e1lbum inteiro de t\u00e3o rico e prazeroso de ouvir, temos que destacar algumas partes individuais. A primeira delas \u00e9 o trabalho do naipe de metais, presente em praticamente todas as m\u00fasicas e com um papel important\u00edssimo, soando como uma verdadeira base e term\u00f4metro do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>A inclus\u00e3o de instrumentos cl\u00e1ssicos como cello e violino tamb\u00e9m foram fundamentais para enriquecimento das can\u00e7\u00f5es, em especial em \u201cSunshine\u201d, onde enfatizam a melodia e \u201cClass Cage\u201d, ajudando a dar o ar dram\u00e1tico da can\u00e7\u00e3o. As linhas vocais de Erik, que n\u00e3o \u00e9 um show de t\u00e9cnica, mas esbanja equil\u00edbrio e bom senso, tamb\u00e9m merecem men\u00e7\u00e3o, por transitar por diversos humores, soando assim de acordo com os teores que \u201cBreak Free\u201d exp\u00f5e.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cBreak Free\u201d \u00e9 daqueles discos que ficam melhores a cada audi\u00e7\u00e3o e que tem tudo para envelhecer bem, podendo agradar diversos p\u00fablicos e v\u00e1rias tribos, pois transita pelo folk, rock, punk e pop, de uma forma atemporal e natural. Vou ali apertar o repeat enquanto voc\u00ea termina de ler aqui.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: Break Free!\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/album\/3Vk6gDDdLGNXbUN5yxjuTs?si=G84Qv8wmSIq3Fnq3atvsNA&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.worldlysavages.com\/\">http:\/\/www.worldlysavages.com\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/worldlysavages\">https:\/\/www.facebook.com\/worldlysavages<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/artist\/6cKzRq6FdDjGl8T5kC5GN4?si=5QWgfUoSToqYemlxqhHD4w\">https:\/\/open.spotify.com\/artist\/6cKzRq6FdDjGl8T5kC5GN4?si=5QWgfUoSToqYemlxqhHD4w<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/user\/WorldlySavages\">https:\/\/www.youtube.com\/user\/WorldlySavages<\/a> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/worldlysavages\">https:\/\/www.instagram.com\/worldlysavages<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em primeira inst\u00e2ncia, o canadense de Toronto, Erik Mut, \u00e9 um viajante. 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