{"id":19515,"date":"2023-12-02T17:07:25","date_gmt":"2023-12-02T20:07:25","guid":{"rendered":"https:\/\/musicforall.com.br\/?p=19515"},"modified":"2023-12-02T17:07:25","modified_gmt":"2023-12-02T20:07:25","slug":"bruner-em-seu-album-my-descent-into-madness-redireciona-o-seu-estilo-musical","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/musicforall.com.br\/site2024\/bruner-em-seu-album-my-descent-into-madness-redireciona-o-seu-estilo-musical\/","title":{"rendered":"Bruner em seu \u00e1lbum \u201cMy Descent Into Madness\u201d, redireciona o seu estilo musical"},"content":{"rendered":"\n<p>Este \u00e9 o primeiro \u00e1lbum completo de um personagem chamado Bruner, de Bryn Mawr, Pensilv\u00e2nia (EUA). Bem diferente de seu EP de estreia \u201cEverybody Wants to Be a Cowboy\u201d (2023), que permeia pelo pop com algumas incurs\u00f5es country, este \u00faltimo lan\u00e7amento chamado \u201cMy Descent Into Madness\u201d que cont\u00e9m dez m\u00fasicas, \u00e9 uma mistura de sons bem orientados com elementos complexos, deixando uma marca quase abstrata na obra. Em s\u00edntese, o que se ouve aqui \u00e9 um conglomerado de pop rock, indie rock e experimentalismo que aos ouvidos de alguns pode soar cansativo, mas em outras pessoas pode soar inovador. A banda, que de acordo com o pr\u00f3prio comunicado consiste em Bruner (guitarrista e vocalista), Fritz Rango (produ\u00e7\u00e3o) e Whippet (demais instrumentos) inicia o \u00e1lbum com \u201cGranola\u201d, uma m\u00fasica com um pouco de groove e clima descontra\u00eddo. Aqui a melodia \u00e9 fluvial e a base r\u00edtmica \u00e9 relaxante. De maneira id\u00eantica, essa vibe segue em \u201cWith You\u201d com um andamento um pouco mais trabalhado. No entanto, as batidas dividem o destaque com um solo sutil que chega a ser o charme da can\u00e7\u00e3o. Esse brilho todo \u00e9 conduzido por um riff gostoso de guitarra que guia a can\u00e7\u00e3o com poucas notas.<\/p>\n\n\n\n<p>De can\u00e7\u00f5es mais vibrantes a execu\u00e7\u00f5es mergulhadas na acidez do experimentalismo. Isso \u00e9 o que voc\u00ea ir\u00e1 conferir com m\u00fasicas como \u201cJack-O-Lantern\u201d, que surge com uma outra atmosfera, embora o som ainda seja envolvente. Em continuidade a essa muta\u00e7\u00e3o, \u201cAnother Slow Song\u201d \u00e9 o martelo que prega na parede o quadro tristonho desse tema. Mas isso tem explica\u00e7\u00e3o, como conta o autor: \u201cO \u00e1lbum come\u00e7a com muitas m\u00fasicas alegres e pop, j\u00e1 que Bruner est\u00e1 esperan\u00e7oso em seu relacionamento, mas conforme surgem os problemas ele come\u00e7a a ficar um pouco fora do limite\u201d. Com isso, conclui-se que o \u00e1lbum \u00e9 uma explana\u00e7\u00e3o sobre as viv\u00eancias de Bruner. A sexta can\u00e7\u00e3o, \u201cHow Come?\u201d possui uma mistura interessante de clima sombrio com o brilhar do sol. N\u00e3o sei como voc\u00ea poder\u00e1 entender essa analogia, mas talvez n\u00e3o represente isso, pois Whippet, que na verdade \u00e9 o nome dado a v\u00e1rios m\u00fasicos que gravaram esse \u00e1lbum, possui ideias mirabolantes com bons resultados. No entanto, m\u00e9ritos devem ser atribu\u00eddos tamb\u00e9m ao vocalista que possui um estilo singular na forma de cantar. Exemplificando, \u00e0s vezes Bruner usa interpreta\u00e7\u00f5es debochadas e outras vezes mais depressivas, vai depender da vibe da m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de este novo trabalho do Bruner buscar outros horizontes para a sua m\u00fasica, os elementos ca\u00f3ticos n\u00e3o s\u00e3o disformes, apenas apresentam peculiaridades em suas formas, que pessoas com sensibilidade musical n\u00e3o ter\u00e3o dificuldade em aceitar, pois a complexidade aqui \u00e9 apenas um manto para a verdadeira ess\u00eancia sonora, que est\u00e1 guardada em cada movimento das m\u00fasicas. Como por exemplo, temos aqui a \u201cMonster Mash\u201d que mostra todo o talento dos m\u00fasicos numa incr\u00edvel execu\u00e7\u00e3o cheia de arranjos e efeitos, beirando o virtuosismo do rock psicod\u00e9lico que, diga-se de passagem, \u00e9 mais uma influ\u00eancia neste \u00e1lbum, somada \u00e0s refer\u00eancias j\u00e1 mencionadas. Refer\u00eancias essas como o pop, onde a veia mais pulsante est\u00e1 em \u201cRoad-Trip\u201d com o retorno daquele groove envolvente, que chega com mais intensidade na parte da cozinha e nos acordes de viol\u00e3o. A alegria tamb\u00e9m est\u00e1 presente na melodia vocal que acompanha, ou contribui, com a atmosfera da m\u00fasica em uma levada de rhythm and blues super alto astral. A cada faixa que corre o \u00e1lbum, \u00e9 como se descobr\u00edssemos algo novo cheio de surpresa. Isso \u00e9 fruto de mentes que trabalham para encontrar uma identidade pr\u00f3pria que, sem sombra de d\u00favida, \u00e9 o caso dos compositores deste \u00e1lbum.<\/p>\n\n\n\n<p>E pensar que o resultado de tudo isso saiu de um por\u00e3o, onde fica o est\u00fadio dos Whippets que, ali\u00e1s, ajudaram a compor todas as partes musicais do \u00e1lbum, sendo que a autoria de todas as letras s\u00e3o de Bruner. Essa jun\u00e7\u00e3o de talentos n\u00e3o poderia sair melhor, pois n\u00e3o apenas a acidez, mas a carisma e in\u00fameros recursos inteligentes s\u00e3o inseridos aqui, como na can\u00e7\u00e3o \u201cDescent Into Madness\u201d, que \u00e9 a mais pesada do \u00e1lbum que traz o seu nome. No entanto, diante de tanto peso e propuls\u00e3o sonora, ainda cabem partes mais suaves. Basta conferir e sentir os timbres trelearem a sua membrana auditiva, para depois massagearem. E para finalizar o \u00e1lbum, nada melhor do que uma boa execu\u00e7\u00e3o soturna com notas refrescadas de viol\u00e3o. E isso fica a cargo de \u201cWon&#8217;t Last\u201d, que funciona como um ep\u00edlogo de uma pe\u00e7a teatral que acabamos de assistir (l\u00ea-se, ouvir). Os acordes suaves desta instrumental que, em dado momento, deixa empoderar-se atrav\u00e9s do ar, encanta o nosso esp\u00edrito com os seus pouco mais de um minuto de dura\u00e7\u00e3o. \u00c9 como se a cortina do espet\u00e1culo estivesse fechando sem sabermos se haver\u00e1 uma segunda parte. E resta a n\u00f3s, diletos contempladores, deixar o nosso agradecimento por uma obra t\u00e3o subliminar.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou\u00e7a \u201cMy Descent Into Madness\u201d pelo Spotify.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: My Descent Into Madness\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/album\/7BCp2BmohXbMw4MmRaL8Mz?si=EdITexTOTgOq3TzHh9Ak-g&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Acompanhe Bruner em seus canais oficiais:<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCW60utBNB4-r_HUo0YIZwJA\">https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCW60utBNB4-r_HUo0YIZwJA<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/brunerclams\">https:\/\/www.instagram.com\/brunerclams<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>discovered and supported via Musosoup #sustainablecurator<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este \u00e9 o primeiro \u00e1lbum completo de um personagem chamado Bruner, de Bryn Mawr, Pensilv\u00e2nia (EUA). 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