{"id":16059,"date":"2023-10-02T18:32:45","date_gmt":"2023-10-02T21:32:45","guid":{"rendered":"https:\/\/musicforall.com.br\/?p=16059"},"modified":"2023-10-02T18:32:46","modified_gmt":"2023-10-02T21:32:46","slug":"autodescoberta-e-tema-de-album-experimental-de-chris-portka","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/musicforall.com.br\/site2024\/autodescoberta-e-tema-de-album-experimental-de-chris-portka\/","title":{"rendered":"Autodescoberta \u00e9 tema de \u00e1lbum experimental de Chris Portka"},"content":{"rendered":"\n<p>Baterista de grunge noventista, al\u00e9m de tocador de barzinhos pela Bay Area, em S\u00e3o Francisco, Calif\u00f3rnia, e integrante do grupo Al Harper Band, Chris Portka teve alguns problemas antes de conseguir lan\u00e7ar esse seu disco. Chris foi contido por uma ansiedade paralisante que silenciou sua voz. Aos 31 anos, ele empreendeu uma odisseia transformadora de cinco anos atrav\u00e9s da terapia do movimento da voz, gradualmente desbloqueando a alegria e o poder da sua pr\u00f3pria voz.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez isso tenha despertado essa energia incessante do qual podemos notar neste trabalho, que foi lan\u00e7ado em vinil. Intitulado \u201cTrash Music\u201d, o trabalho tem o nome de uma defini\u00e7\u00e3o que o pr\u00f3prio artista deu ao seu som. E, ao ouvir o disco, constatamos o porque ele opta por essa descri\u00e7\u00e3o um tanto quanto debochada e que nada a ver tem com o estilo descendente do heavy metal.<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos diante de um trabalho onde o artista une todas as suas influ\u00eancias a um aspecto experimental bem interessante, mas complexo e que nos exige aten\u00e7\u00e3o para ser entendido. Com elementos do industrial, grunge e noise music, al\u00e9m de alguns momentos de neo folk, Portka entrega um trabalho que n\u00e3o tem veia comercial, pelo contr\u00e1rio, soa o mais honesto poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Nele, o ouvinte ir\u00e1 se deparar com alguns barulhos desconexos que exalam pequenas melodias, que lutam para transparecer e meio ao caos sonoro. Em alguns momentos, ele cai novamente em suas ra\u00edzes e dentro da normalidade entrega algumas can\u00e7\u00f5es onde o folk moderno pede passagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio a seus experimentalismos, que dificilmente passam dos 2 minutos, Chris insere um viol\u00e3o certeiro e melodias interessantes, como em \u2018dream factory\u2019, uma faixa empoeirada, com levada descontra\u00edda e interpreta\u00e7\u00e3o sarc\u00e1stica. Com uma mescla de ac\u00fastico e el\u00e9trico, a faixa encanta pela sua naturalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 \u201cwe&#8217;re in this together\u201d \u00e9 um noise que daria orgulho ao Sonic Youth, provando que o artista sabe muito bem onde pisa. A faixa demora um pouco mais pra ser assimilada, mas assim que compreendida, chama bastante aten\u00e7\u00e3o. E, finalizando os destaques, temos \u201clet&#8217;s go play today\u201d, que fecha o disco com chave de ouro. Mais pr\u00f3xima do folk tradicional, a m\u00fasica ganha um viol\u00e3o certeiro, percuss\u00e3o org\u00e2nica e um piano que faz a grande diferen\u00e7a junto com a interpreta\u00e7\u00e3o de Chris.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas letras, Chris investiga conflitos subconscientes em sua busca cont\u00ednua por autoaceita\u00e7\u00e3o, o que parece casar perfeitamente com a proposta sonora do \u00e1lbum. Um deleite aos f\u00e3s da boa esquisitice.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/cportka.bandcamp.com\/album\/trash-music\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/_c.lp_\/\">https:\/\/www.instagram.com\/_c.lp_\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Baterista de grunge noventista, al\u00e9m de tocador de barzinhos pela Bay Area, em S\u00e3o Francisco, Calif\u00f3rnia, e integrante do grupo Al Harper Band, Chris Portka teve alguns problemas antes de conseguir lan\u00e7ar esse seu disco. Chris foi contido por uma ansiedade paralisante que silenciou sua voz. 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