{"id":15637,"date":"2023-09-22T12:50:27","date_gmt":"2023-09-22T15:50:27","guid":{"rendered":"https:\/\/musicforall.com.br\/?p=15637"},"modified":"2023-09-22T12:50:28","modified_gmt":"2023-09-22T15:50:28","slug":"dial-drive-entrega-punk-e-suas-facetas-em-segundo-album","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/musicforall.com.br\/site2024\/dial-drive-entrega-punk-e-suas-facetas-em-segundo-album\/","title":{"rendered":"Dial Drive entrega punk e suas facetas em segundo \u00e1lbum"},"content":{"rendered":"\n<p>H\u00e1 territ\u00f3rios na m\u00fasica que est\u00e3o t\u00e3o explorados que \u00e9 imposs\u00edvel encontrar a originalidade. Mas ser original n\u00e3o \u00e9 uma regra. Na verdade, nada \u00e9 regra desde que se entregue algo de qualidade e honesto. Por\u00e9m, nem tudo que \u00e9 bom se copia, enfim, seria uma discuss\u00e3o longa falar sobre estes aspectos.<\/p>\n\n\n\n<p>E h\u00e1 estilos que t\u00eam um territ\u00f3rio limitado, dificultando ainda mais o processo criativo caso ele seja baseado neste caminho. Sem d\u00favidas, o punk rock e seus acordes m\u00ednimos \u00e9 um destes. Logo, quando um grupo que aposta nesta sonoridade, consegue sair da mesmice, \u00e9 uma fa\u00e7anha e tanto.<\/p>\n\n\n\n<p>Diretamente de Orlando, na Fl\u00f3rida, o Dial Drive \u00e9 um grupo que tem esse talento. Neste seu segundo \u00e1lbum, intitulado \u201cBurning Bridges\u201d, Jake LeDrew (guitarra\/vocal), Nate Durazzo (guitarra\/vocal) e Billy Morrissey (bateria) conseguem trazer uma sonoridade que pode n\u00e3o reinventar a roda, mas sem sombras de d\u00favidas t\u00eam identidade e sabe entregar algo que no m\u00ednimo refresque o punk e suas entranhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Muito aguardado, \u201cBurning Bridges\u201d chega depois de um disco de sucesso, o debut da banda chamado &#8220;Wasted Time&#8221;, lan\u00e7ado em 2019. \u00c9 interessante notar que, a banda estreou no per\u00edodo pr\u00e9-pand\u00eamico e agora solta um disco depois do per\u00edodo, que \u00e9 respons\u00e1vel por solidificar seu trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>E, se depender do novo disco, isso est\u00e1 feito. Afinal, estamos diante de um \u00e1lbum consistente, que mostra uma evolu\u00e7\u00e3o natural e um amadurecimento latente. Em tudo, tanto em termos de produ\u00e7\u00e3o, quanto em termos de composi\u00e7\u00e3o, execu\u00e7\u00e3o, etc. O Dial Drive tamb\u00e9m se mostra mais vers\u00e1til, por\u00e9m equilibrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda sobre par\u00e2metros, precisamos dizer que, al\u00e9m de mais variado, \u201cBurning Bridges\u201d \u00e9 um disco mais agressivo e at\u00e9 sombrio. E tudo isso mantendo as caracter\u00edsticas que o grupo moldou nos \u00faltimos seis anos, desde que surgiu no cen\u00e1rio. Isso prova o amadurecimento gradativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabidamente, o grupo abre com a faixa \u201cWake Up\u201d, que resume um pouco do que \u00e9 o disco, mostrando praticamente todos os elementos em apenas 3 minutos. A m\u00fasica come\u00e7a com um riff de guitarra t\u00edpico do punk e quando a cozinha entra na velocidade da luz, a melodia se intensifica e o refr\u00e3o mostra a que veio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFalling Down\u201d mostra a primeira varia\u00e7\u00e3o. Depois de uma introdu\u00e7\u00e3o misteriosa e brutal, a composi\u00e7\u00e3o traz elementos do ska, inclusive na condu\u00e7\u00e3o de seu verso. Isso surpreende, mas n\u00e3o descaracteriza a sonoridade da banda, pelo contr\u00e1rio, a enriquece ainda mais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cBury Me\u201d \u00e9 a primeira a trazer tra\u00e7os mais sombrios e um tom dram\u00e1tico em sua condu\u00e7\u00e3o. Inclusive o riff de guitarra inicial ganha leves tons burocr\u00e1ticos, enquanto a cozinha continua mostrando seu trabalho irrepreens\u00edvel no disco, com direito a din\u00e2mica e viradas insanas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cKeep Speaking\u201d chega com aquela melodia bonitinha e um refr\u00e3o de in\u00edcio, o tipo de faixa para dar um respiro no trabalho, sem muito drama, que \u00e9 compensado pela melodia bela e de f\u00e1cil assimila\u00e7\u00e3o. O detalhe fica para o fato de a banda fazer uma faixa simplista n\u00e3o soar ma\u00e7ante. \u00c9, parece um dom do Dial Drive.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, na faixa seguinte, \u201cDeath\u201d, a banda d\u00e1 uns passos para tr\u00e1s (n\u00e3o na qualidade) e parte para o punk noventista, com uma sonoridade mais direta e visceral, dispensando um pouco dos efeitos atuais. Grande m\u00fasica para iniciar a segunda metade do disco.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a faixa t\u00edtulo d\u00e1 uns passos \u00e0 frente de sua antecessora. \u201cBurning Bridges\u201d ganha mais gordura em seu instrumental, um tom levemente dram\u00e1tico em sua interpreta\u00e7\u00e3o e melodias mais intensas. Logo nos remete ao que o cen\u00e1rio nos apresentou no in\u00edcio dos anos 2000. Men\u00e7\u00e3o honrosa ao simples, prop\u00edcio e belo solo de guitarra inclu\u00eddo no final.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da agressividade, \u201cGuilty Blue\u201d traz as refer\u00eancias ao ska punk novamente, principalmente em seu ritmo. Destaque para a cozinha, com seu baixo \u2018grooveado\u2019 e o final apote\u00f3tico com direito a inclus\u00e3o de um naipe de metais para fechar a m\u00fasica com chave de ouro.<\/p>\n\n\n\n<p>Com uma introdu\u00e7\u00e3o levemente dram\u00e1tica, a banda se despede encerrando o disco com \u201cA Thousand Lies\u201d, uma composi\u00e7\u00e3o que tem uma levada mais cadenciada (principalmente para os padr\u00f5es do \u00e1lbum), mas sem cair em piegas ou melodias melosas. Ao mesmo tempo que \u00e9 a mais acess\u00edvel, \u00e9 a mais trabalhada e com detalhes nos arranjos. Mais uma fa\u00e7anha do Dial Drive.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cBurning Bridges\u201d n\u00e3o tenta soar filos\u00f3fico, e traz temas comuns dentro do estilo proposto. Em suas letras, a banda fala sobre festas e curti\u00e7\u00e3o, mas ao mesmo tempo h\u00e1 lamentos, perdas, enfim, coisas da rotina de qualquer ser humano.<\/p>\n\n\n\n<p>A realidade \u00e9 que o novo \u00e1lbum, segundo da carreira da banda, vem para provar que o Dial Drive \u00e9 uma banda conhecedora quando o assunto \u00e9 punk. Afinal, no disco ela praticamente transita por todas as ramifica\u00e7\u00f5es do estilo e ainda flerta com seus semelhantes. Ou\u00e7a, e mais de uma vez.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: Burning Bridges\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/album\/1dRQobJyURTKn5aAiq1UF6?si=x6lXxZviQeiDqEqdJkVu0g&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/linktr.ee\/dialdrive\">https:\/\/linktr.ee\/dialdrive<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/DialDriveFL\">https:\/\/www.facebook.com\/DialDriveFL<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/twitter.com\/dial_drive\">https:\/\/twitter.com\/dial_drive<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/artist\/2wTqdRxJaE1IBCF0vnHytb\">https:\/\/open.spotify.com\/artist\/2wTqdRxJaE1IBCF0vnHytb<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/dial_drive\/\">https:\/\/www.instagram.com\/dial_drive\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.tiktok.com\/@dialdrive\">https:\/\/www.tiktok.com\/@dialdrive<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 territ\u00f3rios na m\u00fasica que est\u00e3o t\u00e3o explorados que \u00e9 imposs\u00edvel encontrar a originalidade. 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