{"id":15385,"date":"2023-09-15T13:22:40","date_gmt":"2023-09-15T16:22:40","guid":{"rendered":"https:\/\/musicforall.com.br\/?p=15385"},"modified":"2023-09-15T13:22:41","modified_gmt":"2023-09-15T16:22:41","slug":"micheal-lyon-entrega-a-alma-em-seu-quarto-disco-what-could-be","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/musicforall.com.br\/site2024\/micheal-lyon-entrega-a-alma-em-seu-quarto-disco-what-could-be\/","title":{"rendered":"Micheal Lyon entrega a alma em seu quarto disco \u201cWhat Could Be\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>Naturalmente que, \u00e0 primeira inst\u00e2ncia, as influ\u00eancias musicais de algu\u00e9m vem do contexto est\u00e9tico e estrutural da m\u00fasica. Depois as letras, neste caso pode vir juntamente com o primeiro, e ali na frente, depois do aprofundamento, vem a quest\u00e3o da inspira\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica e at\u00e9 mesmo pessoal que um artista pode influenciar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 bem legal quando o artista norte-americano Michael Lyon cita o que o inspirou a fazer m\u00fasica. Medalh\u00f5es como Lennon &amp; McCartney, Bob Dylan, Paul Simon, Joni Mitchell, Cat Stevens, entre outros e, especialmente neste disco George Harrison, do qual ele se inspirou em uma entrevista sua para uma r\u00e1dio, quando o beatle disse que o importante \u00e9 &#8220;fa\u00e7a o que fizer, continue escrevendo m\u00fasicas, que voc\u00ea vai melhorar nisso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo isso faz com que \u201cWhat Could Be\u201d, quarto disco de Lyon, seja uma evolu\u00e7\u00e3o natural de seu talento e \u00e9 considerado por ele mesmo como seu melhor trabalho. N\u00e3o s\u00f3 por ser o atual, mas por tamb\u00e9m seguir a premissa de Harrison. E ele tem raz\u00e3o, mesmo que este fosse seu debut, pois estamos diante de um disco muito bem feito, vers\u00e1til dentro de sua proposta e principalmente equilibrado. Tudo por conta do m\u00fasico, que trabalhou com o produtor Paul Horabin.<\/p>\n\n\n\n<p>Para quem come\u00e7ou a lan\u00e7ar trabalhos solos em 2015, Lyon est\u00e1 bem avan\u00e7ado no que prop\u00f5e, independentemente de sua experi\u00eancia anterior. E o mais legal \u00e9 que ele consegue soar atemporal, mesmo carregando inspira\u00e7\u00f5es sessentistas e setentistas, das quais ele incorpora alguns elementos, mas n\u00e3o cai na armadilha de deixar que sua m\u00fasica somente emule isso. Pelo contr\u00e1rio, ele consegue entregar algo caracter\u00edstico e com identidade.<\/p>\n\n\n\n<p>E o m\u00fasico de Torrance, na Calif\u00f3rnia, apostou alto. Entrega 14 faixas distribu\u00eddas em pouco mais de 45 minutos, sempre sendo objetivo, numa sonoridade simplista, na maior parte com voz e viol\u00e3o, incrivelmente n\u00e3o deixando a peteca cair e mantendo uma din\u00e2mica muito boa no \u00e1lbum.<\/p>\n\n\n\n<p>O folk \u00e9 seu principal mote, mas n\u00e3o simplesmente pela proposta voz e viol\u00e3o que Lyon imp\u00f5e. Num geral, ele entrega diversas facetas do estilo, mas ainda assim flerta com o pop, cl\u00e1ssico e at\u00e9 o rock, sempre com equil\u00edbrio e climas variados, que s\u00f3 enriquecem o contexto do disco.<\/p>\n\n\n\n<p>Com sua introdu\u00e7\u00e3o objetiva e ing\u00eanua, \u201cSunrise\u201d abre o disco de forma primorosa e descontra\u00edda. Com um trabalho intrincado de viol\u00e3o e uma percuss\u00e3o discreta acompanhando, a faixa parece te convidar para essa viagem tranquila e reflexiva que \u00e9 \u201cWhat Could Be\u201d. J\u00e1 \u201cWanto To Be A Flower\u201d ganha um ar levemente mais s\u00e9rio, por\u00e9m n\u00e3o chega a ser introspectiva. Ela revela a versatilidade vocal de Lyon, que canta um pouco mais grave.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cLove\u201d \u00e9 a primeira composi\u00e7\u00e3o que traz influ\u00eancias da maior inspira\u00e7\u00e3o do artista, os Beatles. Com um trabalho vocal mais cheio, com \u2018backings\u2019 e dobras, e melodias celestiais, a can\u00e7\u00e3o traz o teor de uma balada brit\u00e2nica sessentista sem for\u00e7ar a barra. \u201cHow Long It Takes\u201d segue sua antecessora, por\u00e9m com um ar mais sombrio e introspectivo, por\u00e9m apresentando um trabalho vocal esplendoroso.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00fasica cl\u00e1ssica e um piano \u2018sacana\u2019 pede passagem em \u201cJustice Day\u201d, que tem um ritmo c\u00f4mico e aumenta ainda mais a versatilidade do \u00e1lbum. \u201cBounce Back\u201d apresenta uma influ\u00eancia n\u00e3o mencionada pelo artista, por\u00e9m mais uma vez, apenas surge como efeito e n\u00e3o fato. Afinal, a levada, o trabalho vocal e os viol\u00f5es din\u00e2micos, trazem \u00e0 tona Simon &amp; Garfunkel, o que n\u00e3o \u00e9 nada mal, n\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, \u201cOne Man\u2019s War\u201d deixaria Bob Dylan orgulhoso, pois \u00e9 um aut\u00eantico e muito bem desenvolvido folk setentista, inclusive com seu ritmo levemente quebrado, melodia discreta e vocais quase recitados. \u201cHow Much More\u201d n\u00e3o foge da premissa, mas ganha contornos muito mais descontra\u00eddos, e as bases s\u00e3o maci\u00e7as, apresentando viol\u00e3o com cordas de a\u00e7o e linhas vocais ainda mais en\u00e9rgicas. \u201cBig Dream\u201d, com vocais dobrados, fecha essa trinca maravilhosa, com seu ar todo reflexivo.<\/p>\n\n\n\n<p>A intensidade do ritmo retorna com \u201cCarried Away\u201d, que tem uma base mais r\u00e1pida e uma melodia interessante. Enquanto isso, \u201cRain Or Shine\u201d traz uma leve dose melanc\u00f3lica e rom\u00e2ntica, sendo uma das mais sombrias de \u201cWhat Could Be\u201d e que abre caminho para o encerramento. Se voc\u00ea gosta de Crosby, Stills and Nash, ou at\u00e9 mesmo dos gen\u00e9ricos do America, sem d\u00favidas ir\u00e1 se encantar com \u201cTry It On\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo firme para o final do disco, que passa voando pela sua qualidade \u00edmpar, \u201cFamily Tree\u201d ganha um violino discreto, mas fundamental em suas entranhas, soando quase como uma trova. Logo, chega o dedilhado mais belo do disco com a faixa t\u00edtulo, que devagar fecha as cortinas com um folk sombrio, mas n\u00e3o triste e sim com um tom de adeus, onde Lyon parece entregar toda emo\u00e7\u00e3o que emana.<\/p>\n\n\n\n<p>A realidade \u00e9 que o conjunto da obra de \u201cWhat Could Be\u201d pode nos apresentar detalhes em cada audi\u00e7\u00e3o do trabalho, mas que de imediato desperta a aten\u00e7\u00e3o pelo fato de ser um disco de folk acima da m\u00e9dia. Sem d\u00favidas Michael Lyon \u00e9 um artista melhor a cada disco.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: What Could Be\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/album\/2oARFc5TkvsuHlNIUGdmDb?si=BazHYvWeRkqTAJY0EoCvHQ&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.michaellyonmusic.com\/\">https:\/\/www.michaellyonmusic.com\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/MichaelLyonMusic\/\">https:\/\/www.facebook.com\/MichaelLyonMusic\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/twitter.com\/MLyonMusic\">https:\/\/twitter.com\/MLyonMusic<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/artist\/56WlcFvDSSrpkWObZjU8Xq\">https:\/\/open.spotify.com\/artist\/56WlcFvDSSrpkWObZjU8Xq<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC8Bk70Nt45jibXW3YGYKPxw\">https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC8Bk70Nt45jibXW3YGYKPxw<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/mlyon777\/\">https:\/\/www.instagram.com\/mlyon777\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Naturalmente que, \u00e0 primeira inst\u00e2ncia, as influ\u00eancias musicais de algu\u00e9m vem do contexto est\u00e9tico e estrutural da m\u00fasica. 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