{"id":12653,"date":"2023-07-01T12:33:26","date_gmt":"2023-07-01T15:33:26","guid":{"rendered":"https:\/\/musicforall.com.br\/?p=12653"},"modified":"2023-07-01T12:33:27","modified_gmt":"2023-07-01T15:33:27","slug":"blindness-light-confira-a-estreia-magnifica-do-projeto-britanico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/musicforall.com.br\/site2024\/blindness-light-confira-a-estreia-magnifica-do-projeto-britanico\/","title":{"rendered":"Blindness &amp; Light: confira a estreia magn\u00edfica do projeto brit\u00e2nico"},"content":{"rendered":"\n<p>Alguns trabalhos de estreia nos surpreendem pela gana aflorando, a criatividade bombando e a energia que emana das composi\u00e7\u00f5es. Muitas vezes associamos isso ao esp\u00edrito jovem dos artistas, mas nem sempre essa \u00e9 a realidade (a jovialidade). Isso porque h\u00e1 muitos m\u00fasicos experientes que tamb\u00e9m estreiam e, al\u00e9m de criatividade e energia, vem no pacote a maturidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Collin M Potter, por exemplo, j\u00e1 \u00e9 um m\u00fasico que tem experi\u00eancia no cen\u00e1rio e chega agora com seu primeiro disco de seu projeto, Blindness &amp; Light. O trabalho autointitulado denuncia essa sapi\u00eancia, entregando boa m\u00fasica e soando totalmente inspirado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em \u201cBlindness &amp; Light\u201d, o artista brit\u00e2nico de Anglesey consegue inserir elementos n\u00e3o muitos comuns ao estilo que prop\u00f5e, entregando uma sonoridade que, em alguns aspectos, pode ser facilmente reconhecida, mas com uma roupagem diferenciada. E este \u00e9 um dos grandes trunfos do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado \u00e9 um disco de oito composi\u00e7\u00f5es, que em menos de 40 minutos consegue entregar muito bem sua proposta, agregar qualidade ao cen\u00e1rio alternativo e (por qu\u00ea n\u00e3o?) mundial. Em comum, a sonoridade focada no post-punk, mas com a assinatura do artista e um vis\u00edvel leque aberto para outras influ\u00eancias, o que deixa o disco mais vers\u00e1til e abrangente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma parceria com Helen Reynolds, Blindness &amp; Light abre o disco com \u201cTime For Something Drastic\u201d. A faixa tem uma guitarra levemente distorcida e camas de teclados atmosf\u00e9ricas que fazem nos indagar: estamos diante de algo progressivo ou post-punk? Logo, ela ganha corpo e nos mostra que a segunda op\u00e7\u00e3o \u00e9 a mais contundente, por\u00e9m sem deixar a primeira de lado. Sim, al\u00e9m de tudo a faixa de abertura tem elementos progressivos. Em doses homeop\u00e1ticas, mas tem.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cThe Old Skylight\u201d, que conta com um trompete acompanhando as linhas de baixo, guitarra e viol\u00e3o na introdu\u00e7\u00e3o e refr\u00e3os, foi uma das pr\u00e9vias do disco. A faixa de trabalho nos remete muito \u00e0s bandas alternativas da d\u00e9cada 80, como o Dexys Midnight Runners, por exemplo. Ali\u00e1s, que refr\u00e3o maravilhoso tem essa can\u00e7\u00e3o. Vale destacar a participa\u00e7\u00e3o de Helen nos \u2018backings vocals\u2019, da filha de Potter, Elise S. Potter no baixo e o trompete por conta de sua amiga. Enquanto isso, \u201cUnholy Flaming\u201d cai mais naquele tradicionalismo cl\u00e1ssico, onde guitarras limpas se entrela\u00e7am \u00e0s sujas, com um teclado oitentista t\u00edpico ao fundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra faixa de trabalho, \u201cThe Ballad of Them And Us\u201d, uma das mais incrementadas do disco, traz participa\u00e7\u00e3o do ex-The Christians, Henry Priestman, que \u00e9 o respons\u00e1vel pela gaita no arranjo. A faixa \u00e9 a primeira a mostrar a inser\u00e7\u00e3o do folk na sonoridade de \u201cBlindness &amp; Light\u201d, a grande caracter\u00edstica do disco. Henry tamb\u00e9m toca mel\u00f3dica nesta faixa, al\u00e9m de remixar o lan\u00e7amento do single para criar a mixagem Ynys M\u00f4n que est\u00e1 no \u00e1lbum. Realmente \u00e9 uma das principais do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAnother Day\u201d abre a segunda parte do disco e com toda sua atmosfera e sentimentos iniciais nos leva a um pop rock a l\u00e1 Bruce Springsteen, claro, com a identidade de Potter \u00e0 frente. \u00c9 a faixa mais objetiva do \u00e1lbum e antecede \u201cChains\u201d, que traz uma mixagem Old Town, e j\u00e1 ganha mais energia, soando mais din\u00e2mica na cola do post-rock alternativo do tipo Inxs e U2. Lembrando que as men\u00e7\u00f5es n\u00e3o se tratam exatamente de influ\u00eancias, muito menos c\u00f3pias, e sim para situar melhor o ouvinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Entrando na reta final, \u201cWe All Lose\u201d \u00e9 mais uma das composi\u00e7\u00f5es que tem o folk inserido em suas entranhas, al\u00e9m de ganhar fortes elementos do indie, principalmente em seu ritmo. Ritmo que \u00e9 levado com muita coes\u00e3o pelo baixo vibrante e a bateria precisa, onde a base viol\u00e3o \/ teclado \/ guitarra \u00e9 consistente. Esta talvez pode ser a can\u00e7\u00e3o de clima mais leve do \u00e1lbum.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o por semelhan\u00e7a, mas por teor, \u201cThe First Light of Day\u201d, que fecha o trabalho, se assemelha com a abertura. Isso porque estamos diante de uma faixa de in\u00edcio misterioso, onde barulhos de ondas do mar se juntam a um teclado atmosf\u00e9rico, que nos faz viajar exatamente para qualquer zona litor\u00e2nea mais fria que conhecemos. Em seu decorrer, ganha bases de viol\u00e3o logo acompanhada por um vocal melanc\u00f3lico, para explodir em um ritmo mais vibrante e na aura mais sentimental do trabalho at\u00e9 ent\u00e3o. Simplesmente uma can\u00e7\u00e3o perfeita para encerrar disco.<\/p>\n\n\n\n<p>E, eis que o saldo de \u201cBlindness &amp; Light\u201d \u00e9 mais que positivo. Trata-se de um disco extremamente acima da m\u00e9dia que nos emociona com seu \u2018tracklist\u2019 vers\u00e1til, mas cheio de identidade, por\u00e9m n\u00e3o s\u00f3 por isso. A hist\u00f3ria do disco se entrela\u00e7a com o drama de seu autor, que quase morreu, por causas n\u00e3o reveladas, mas usou sua \u2018segunda chance\u2019 para reavaliar a dire\u00e7\u00e3o de sua vida. E, sem melodrama, mas com muito sentimento, ele conseguiu entregar um disco que agrega muito ao cen\u00e1rio musical e, principalmente, ao rico post-punk! <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: Blindness &amp; Light\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/album\/3oPFvOW2xWvwyP1uP5cYT6?si=lptzQlC9SkqQt0jnQkRWjQ&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alguns trabalhos de estreia nos surpreendem pela gana aflorando, a criatividade bombando e a energia que emana das composi\u00e7\u00f5es. 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