É difícil, ou, até mesmo, impossível não se deliciar com esse charme elegante expresso pela composição desde seu despertar imediato. Diante de uma interação sintônica entre piano e bateria, a obra já explora uma espécie de sensualidade delicada, bela e cheia de classe. Macia e sincopada, a obra, a partir daí, não apenas destaca, como também enaltece, a sua natureza jazz.

Com direito a um enredo lírico vivido por uma voz masculina de timbre levemente rasgado, a qual é proveniente de Richard Tyler Epperson, a faixa ganha texturas mais conscientes ao passo que, consequentemente, se desvencilha do senso de torpor até então difundido. Com esse arranjo, She Don’t Care (The Open Book Sessions) se mostra a primeira prova do sabor do próximo projeto de Epperson.

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