Já diante da combinação das notas melodiosas, pausadas e levemente graves do piano em contato com as modulações lírico-interpretativas sugeridas pelo vocalista, o ouvinte consegue identificar evidentes traços do soul na receita sonora da canção. Introspectiva, mas exalando uma profundidade emocional latente, a canção ganha novos ingredientes a partir da valsa do violino.
Desse instante em diante, a faixa passa a ser narrada por uma voz feminina doce e afinada. Vinda na posse de Lilly Hiatt, ela amplifica a singeleza estética da obra a ponto de torná-la um produto cativante e aromático com ligeiros traços de uma dramaticidade que, curiosamente, destaca o romantismo de seu enredo.




