Roger Knox lança primeiro disco com músicas próprias

“Gomeroi”, também conhecido como Gamilaroi, Kamilaroi ou Kamillaroi é um termo que se refere a um povo indígena australiano. São um dos maiores povos indígenas na Austrália, com um território que se estende desde o estado de Nova Gales do Sul até ao sul do Queensland. Roger Knox, também conhecido como o “Elvis Negro” ou o “Rei Koori do Country”, vem dessa tribo.

Ele chega agora com um novo disco, simplesmente para manter a sua fama, já que estamos lidando com um artista e tanto, que não precisa provar nada para ninguém, afinal de contas, está aí no cenário há um bom tempo e contando.

Intitulado ‘Buluunarbi & The Old North Star’, o trabalho chegou ao mundo no dia 30 de maio e em todos os formatos. Foi lançado em CD, vinil e canais digitais. O disco tem uma curiosidade. Apesar dos anos de estrada de Roger, é o primeiro álbum totalmente autoral e por isso tem um gosto especial, além de todo um conceito por trás.

‘Buluunarbi & The Old North Star’ traz letras inspiradas na vida de Knox, não estando exatamente interligadas. Mas, os temas primam por trazer as histórias que ele acumulou em sua rica vivência.

No disco, Roger é o responsável pela sua voz de barítono e o violão. O acompanham instrumentos e músicos tarimbados como o violino de Laura Case, o violoncelo Kayla Flaxman, o pedal steel por conta de ‘Evil’ Graham Lee (The Triffids), além de Martin (Youth Group) no violão. Um time que entrega 10 sons magistrais.

O primeiro deles fica por conta de “McMaster’s Ward”, que foi um dos principais singles prévios do disco. A música, com seu leve ar soturno, não soa exatamente como uma abertura típica, mas é um ótimo cartão-de-visitas. Com uma base bem-posta, seu ar soturno prima por dar um clima mais sério e mesclar o country antigo com o contemporâneo. A música tem um refrão magistral e encanta pela inserção de backings angelicais.

Um detalhe importante sobre essa faixa de abertura, é que ela foi escrita por Knox em parceria com o colaborador Toby Martin. A música mergulha fundo na história pessoal e social, falando sobre o local de nascimento de Knox. O próprio McMaster’s Ward era uma tenda às margens do rio Mehi, em Moree, onde muitas mulheres aborígenes deram à luz nesta cidade altamente segregada. Knox foi um dos bebês nascidos lá.

E a beleza sonora não para, pois já na segunda faixa, “Black Tear Tracks”, Roger adota uma veia mais moderna, provando que ele sempre esteve antenado e não tem resistência em se atualizar. Não à toa também é um dos singles! Tudo mantendo suas características.

Já com uma dinâmica mais intensa, “T is For Today” é uma música que gera aquela sensação do qual já a ouvimos antes em algum lugar e sabe por quê? Porque estamos diante de um hit pronto. Ela é sucedida pelo outro single, que atingiu mais de 30 mil streamings, “Prison Wall”, um folk minimalista, que tem uma gaita encantadora. A música não exige tanto para ser assimilada, o que lhe gera mais do que encanto.

Enquanto isso, a dinâmica e percussiva “Myall Creek” chega botando pompa, também trilhando os caminhos do folk, com um violino lindo ao fundo, apesar de bem discreto. Já em “Middle Camp”, Knox volta ao country, porém mais enraizado e com um toque honky tonky da cozinha. É incrível como ele consegue ser versátil da forma mais natural possível.

Partimos para “Border Bridge” e é incrível o que a voz de Roger pode proporcionar. O grave que ele impõe aqui, com uma interpretação perfeita, chega a causar arrepios. Enquanto isso, a música soa como um country sombrio e misterioso. Logo chega “Unity”, que tem uma melodia um tanto quanto semelhante à sua antecessora, mas uma aura muito mais pra cima, mostrando o quanto o disco pode ser contrastante sem perder a identidade do artista.

Apesar do nome, “The Ballad of Dougie Young” é uma das faixas mais agitadas do disco, ganhando inclusive uma bateria de ritmo dinâmico, guitarras distorcidas e Roger cantando em tons mais altos. Se o leitor (futuro ouvinte) imaginou algo até com elementos de rock, acertou. Mas, estamos diante de um country bem sacado.

‘Buluunarbi & The Old North Star’ fecha com “Boobera”, uma canção tão linda quanto o que ela homenageia, que é a lagoa que dá nome à música e seus arredores, na Nova Gales do Sul. Com uma base de violão simples, a música é acompanhada por uma guitarra que praticamente canta junto com Knox, além de backings providenciais. Simplesmente o álbum não poderia fechar com outra canção.

A conclusão final é que Rogers, além de entregar um trabalho muito acima da média, coroa sua própria carreira com este disco mais que merecido e muito bem gravado e produzido, com uma lapidação final que só faz com que o trabalho ganhe mais pontos. Ouça agora!

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