Bom, não é novidade para ninguém o quanto à música abrange além da arte. Seja como uma área de escape, seja como puro entretenimento, manifestação (artística ou não), política, resiliência e muitas outras coisas. E, em cada uma destas formas, a gente encontra histórias interessantes e diferentes, além de algumas intrigantes, com aquele teor de males que vêm para o bem.

TRXPSCO teve um golpe profundo em seu trabalho, o que o fez sair da zona de conforto e tomar atitudes que muitos artistas desanimariam caso sofresse como tal. Só por isso o álbum já ganha pontos, trazendo estes pontos de superação.

Seu último EP foi removido de todas as principais plataformas de streaming devido a uma disputa com um produtor russo, o que poderia ter posto toda uma história para baixo. Mas, TRXPSCO resolveu mandar bala, pegar no jeito e entrega um álbum todo com seus próprios beats e composições.

Para quem não sabe, Beats são as bases instrumentais produzidas especificamente para dar ritmo, atmosfera e estrutura a uma música de hip hop ou rap. Eles servem como a pavimentação sobre a qual o MC (rapper) escreve e canta suas rimas, sendo considerados o “coração” da produção de hip hop.

E como TRXPSCO foi feliz em criar seu próprio estilo. Basta dar play no disco autointitulado, que notamos que sua identidade surge de uma forma natural. Até porque ele soa minimalista, sem colocar muitas camadas, o que acaba tornando sua sonoridade de fácil assimilação e ainda bebendo no ‘old school’.

“MADE2GETPAID”, a faixa que abre o trabalho, chega com um contexto interessante, onde a cadência e um teclado de vanguarda fazem as bases junto a um piano. Com vocais inspirados no trap, a música chama atenção pelo seu tom introspectivo e toque dramático.

O segundo destaque já fica por conta da faixa seguinte, “STANDING ON PIMPING”, que mostra uma dinâmica mais intensa, porém vocais mais sisudos, o que prova a versatilidade de TRXPSCO sem perder a identidade. Ouça ainda “OBS”, que chama atenção pela sensibilidade e o toque refinado do artista, que vai se descobrindo durante todo o disco.

Por falar nisso, o álbum, que tem pouco mais de 17 minutos e oito faixas, prima pela consistência e equilíbrio, mostrando que a identidade de um artista não pode ser roubada e quanto mais ela for ferida, mais forte irá se reerguer. Vale à pena ouvir o disco todo e sentir que não houve nenhum tempo perdido.

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