“The Vault 1 (C’batch Smooth / Rough)” é um novo lançamento de arquivo de 2026 do compositor, guitarrista e produtor Stephen H. Cumberbatch (C’batch). O projeto de 18 faixas revisita material de sua era “Unfinished Business”, retrabalhado com produção moderna em uma mistura de Smooth Jazz, Ambient Soul e Minimalismo Cinematográfico.
Stephen H. Cumberbatch, também conhecido como C’batch, é compositor, autor, produtor e músico (guitarrista) de White Plains, Nova York, Estados Unidos. Ele também é programador de teclados, sintetizadores e samplers, tendo trabalhado em colaboração com muitos profissionais da música. Stephen orgulha-se de ser um membro distinto da ASCAP. Entre seus muitos trabalhos publicados, em colaboração com outros, estão: I Need You Now* de Sinnamon, Let Me Do You** de NV, Playgirls de Kreamsicle e Geisha Love de Eleanore Mills.
Dentre outros trabalhos (senão findaremos o texto se formos falar de todos), este é um dos projetos mais ousados de C’batch, pois traz praticamente todas as suas referências e ainda transita entre o instrumental e o vocalizado, o orgânico e o sintetizado e afins, mostrando um equilíbrio impressionante, além de comprovar a versatilidade deste artista magistral.
Tratando-se de um disco duplo, de pouco mais de uma hora, ele soube explorar bem o tempo, entregar uma sonoridade rica e ser objetivo, o que facilita muito a compreensão do álbum. Afinal de contas, são 18 faixas e requer tempo do ouvinte, fugindo um pouco do que o mercado oferece nos dias atuais.
O disco abre com “Song for God” onde ele mescla soul com uma pegada soft rock. Chama atenção na música o timbre da guitarra, simplesmente encantador e que prima pro conduzir a dinâmica faixa, que soa como um ótimo cartão de visitas. Ela é precedida por “Round & Round”, que já revela um piano acompanhado por beats e camas épicas de orquestrações, soando como uma faixa de transição.
“Just Into You (Alternate 2)*” é mais uma faixa que revela uma guitarra fenomenal, sendo ela a assinatura de C’batch, acompanhada por uma batida inspirada no R&B. Enquanto isso, “Let Me Be the One” entrega um flerte próximo ao synthwave, provando que o músico bebe bastante em estilos de vanguarda.
Eis que surgem vocais, que aqui são mais esporádicos, mas não uma exceção. Em “Next Time (I Won’t Be Falling)”, eles bebem na black music, entregando um funk / R&B naquele ritmo cativante e com um fundo soul que encanta. “Are You There (Version 1)” retorna com instrumental, em um ritmo cativante e com arranjos intrincados.
Já “Song for Frank G” vem para nos brindar com um funk moderno, flertando com solos de blues e entregando metais providenciais, soando como uma das composições mais bacanas do disco, senão a mais bacana. Ela traz um leve contraste dentro da mesma proposta com a faixa seguinte, “I Like It (Shobedobedobedoo)”, provando que versatilidade pode andar dentro do mesmo estilo.
E, para nos deixar ainda mais de boca aberta, uma das mais intrincadas do disco, “Phunk Fusion (With a P.H.D.)” chega numa mescla magistral entre funk e jazz, com direito a um duelo de guitarra e piano de deixar o queixo caído. O primeiro disco é fechado pela empolgante e até mais acessível “Such Desire 2”.
No disco dois temos algumas versões alternativas, já que “The Vault 1 (C’batch Smooth / Rough)” é um trabalho onde as ideias de C’batch, vindas de muito tempo, foram finalizadas. A faixa de abertura por exemplo, é “Let Me Be The One (Alternate Version 2)”, que traz um pouco de syntwave e um clima mais atmosférico. “Round & Round (Version 2)” ganha vocais e bebe na fonte do pop e hip-hip, mostrando destreza.
Na sequência uma experiência interessante, já que “Just Into You” chega com a sua versão original, uma balada funk inspiradora e com metais, e é seguida por “Just Into You (Alternate 3)”, que traz beats mais dinâmicos e timbres lo-fi, com um baixo muito bem incrementado.
“Are You There (Alternate Version 2)” chega com um bom dinamismo e um trabalho de vanguarda dentro de uma proposta inspirada no funk e soul. “Song for Frank G (Alternate Version)” mostra que a faixa pode soar ainda melhor e surpreende em qualidade e versatilidade.
Quando o disco vai chegando ao fim e achamos que nada mais pode nos surpreender, surge “Let Me School You (Alternate Version)”, que prima por trazer um trabalho de soul fenomenal, com direito a solos de saxofone magistrais e apenas o refrão cantado por um coral sublime. E, fechando de vez o disco, “Love In The P.M. (Alternate Version)” é praticamente uma mescla de tudo que o disco oferece e ainda uma leve pitada de erudito.
Se “The Vault 1 (C’batch Smooth / Rough)” é o reaproveitamento de ideias, imagina o que C’batch tem a oferecer ainda, já que temos aqui composições fenomenais, uma identidade preservada e versatilidade a esmo. Demais!
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