A guitarra lap steel, com seus suspiros aveludados, recebe o ouvinte com uma espécie de ternura cheia de delicadeza e envolvência perante o processo introdutório imediato da composição. Serena, suave, doce, ela tem a capacidade de envolver o espectador em meio a um ecossistema bucólico organicamente cativante.

Interiorana e capaz de oferecer aquele típico aroma de capim perfumando todo o ambiente, a faixa traz consigo o violão como um importante elemento na criação de uma sensorialidade aconchegante e acolhedora. Ainda que essa seja uma realidade, Oh Angela, na voz afinada e intermediária de Matt Palka, imprime o temor e a insegurança acerca da adultescência e toda a responsabilidade e mudança que, com ela, surgem.

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