Buscando equilíbrio na mistura de grime britânico com a batida da Bay Area norte-americana, na densidade técnica das rimas e nas mudanças de cadência, Tacer chega com um novo EP. O disco, além de buscar inovação sem reinventar a roda, prima por trazer experimentos que funcionem no hip-hop e obtém êxito.
Para quem é leigo, o grime é um subgênero do rap britânico surgido no início dos anos 2000 em Londres, caracterizado por batidas rápidas (aprox. 140 BPM), sonoridade eletrônica obscura, influências de dancehall/jungle e rimas frenéticas de MCs. Muitas vezes é o responsável pelo teor sofisticado que o som de lá possui e soa bem característico, além de levemente introspectivo.
Por falar me introspecção, a primeira faixa de “Spitting The Tea: A Beautiful Horror EP”, “Villain”, chega com esse clima, mas uma boa dinâmica e melodias sombrias. É uma faixa que deixa clara a proposta de Tacer e já mostra que ela funciona.
Outros destaques entre as seis composições ficam por conta de “California Speed Limit”, que equilibra as coisas com uma energia mais intensa e ritmo dinâmico, além da sentimental “Pain Into Will”, confirmando a versatilidade de Tacer, sem deixar suas características e, principalmente, a proposta do EP de lado! Funciona e muito bem!
