O negócio aqui é peculiar. Afinal de contas, entender a origem e onde Michel Yang é radicado é algo que nem precisamos tentar. Mas não há nada de pejorativo nisso, simplesmente foge do comum, que é algo que ele consegue também transparecer em sua sonoridade e que já está disponível no EP de estreia.
Yang é nascido em Seul, na Coreia do Sul, e mora atualmente na capital do Paraguai, Assunção. Esta sua estreia mostra um artista maduro, tanto que ele soa tão consistente e à vontade que dificilmente alguém que não ler sua apresentação não vai achar se tratar de um debut.
O EP tem o nome de “egoff.”, chega como uma mescla de estilos dentro do hip-hop, e inicia uma trilogia planejada (egoff. → egon. → ego.), com cada título representando um estado do ego. Este capítulo captura como soa quando o ego está completamente desligado — o silêncio, o apagamento de si mesmo e a versão de si mesmo que tentou se tornar “legal” antes de entender o que isso significava.
Musicalmente ele entrega seis faixas que têm em comum um rap melódico com referências ao trap, beats consistentes e vocais com leves temperos de autotune em timbres bem característicos. O equilíbrio no tracklist acaba sendo tão grande que destacar apenas uma ou outra faixa é uma grande injustiça.




