Os mais assíduos por música sabem que o cenário de Atlanta, cidade norte-americana que é capital do estado da Geórgia, é riquíssima e bem influenciada pela música negra. Mas não é só isso, pois por lá também temos abrangência e diversidade, o que fica comprovado com nomes do cenário de vanguarda.

Desde o pioneirismo do country com Fiddlin’ John Carson, que surgiu no bairro histórico Cabbagetown, até o auge do rap e hip-hop que define o som atual da cidade, mas que também viu florescer o new wave nos anos 80 e o rock alternativo com clubes como o 688 Club e a Masquerade.

É de lá que vem Mia Delamar uma verdadeira sensação do soul-pop com raízes claras no R&B. Como cantora e compositora, musicista, coreógrafa, dançarina e atriz, Mia ostenta um currículo impressionante e é apelidada de “Canivete Suíço da Música” por seus fãs e colegas da indústria.

Bacharel em Música e com especialização em dança pela Belmont University em Nashville, Tennessee, ela fez muito sucesso com seu EP “H.O.M.B.”, lançado em 2023 e que a colocou de vez nos holofotes do pop. Ela também trabalhou com ícones como o produtor musical multiplatinado da Dubzworld.Productions e BadBoy Hitman JDub, e a Billboard Studios.

Desde então, Mia acumulou centenas de milhares de streams, se destacando sempre com uma produção apurada e uma narrativa emocionalmente rica. Agora, ela chega com um novo disco que tem a obrigação de, no mínimo, manter esses requisitos, mas com potencial suficiente para fazê-la voar ainda mais alto.

Influenciada por Missy Elliot, Aaliyah e Beyoncé, Mia entrega sua alma em “Love Me…Not”, um trabalho que mostra toda sua essência moldada nestes tempos, sendo abrangente e versátil, além de mostrar um dos melhores momentos da voz da cantora, que aqui é explorada com técnica e feeling pouco vistos.

O disco começa com a uma faixa de boa escolha para abri-lo. Afinal de contas, “Into You” é uma música que traz uma base do funk, leves toques do hip-hop e o acabamento final do R&B, sendo um pequeno resumo do que Mia angariou em sua carreira.

Já “Whatever”, a segunda composição do disco, mostra uma vibração um pouco mais intensa, e mescla de rap e R&B que sempre funciona. Já na música Mia mostra versatilidade, inserindo vocais mais agitados e mostrando sua habilidade vocal com êxito, que contam com backings perfeitos.

“Anyway” traz um dinamismo que chega a lembrar o funk brasileiro. Mas, claro, guardadas as devidas proporções, já que a voz da cantora é bem requintada e encanta pela habilidade que ela tem em encaixar suas linhas mesmo em bases mais simples, como é a desta canção. Já “Personal”, o ritmo é mais cadenciado (mas dinâmico), com a batida primando por tons mais graves, enquanto as linhas de Mia mantêm o ar sublime com um leve contraponto.

Eis que o soul fica um pouco mais escancarado em “Cool-Mimix”, uma faixa belíssima, que se equilibra em melodias cativantes e mostra mais um show à parte da artista, provando que seu habitat é realmente a black music. Depois de um respiro, ela volta ao agito com “Alright”, outra faixa de graves intensos, capazes de disparar alarmes, tamanha a energia da batida. Aqui as vozes se mostram em mais de uma camada e soam coesas do início ao fim, principalmente no refrão.

Com um groove extra, “I Know” abre a segunda metade do disco, onde Mia mostra que está com o leque aberto, entregando uma faixa que traz toques afro e latinos, soando perfeita para danças mais quentes. Quem precede esse agito todo é a intimista e imponente “H.O.M.B”, um hip-hop potente, grave e onde Mia dá show com sua voz mais uma vez, mostrando que não deixa a peteca cair.

Mantendo agito, mas com uma levada mais quebrada e calaras referências ao R&B, “Say That” é uma faixa que prima pelo moderno, sendo uma das mais atuais no disco. Apesar que “Love Me… Not” é um trabalho essencialmente atemporal.

Chegando na reta final, Mia ainda continua a entregar hits, e “My Love Don’t Mean a Thing” é um deles, seguindo aquela base de cordas tradicional do R&B e uma batida quase parando, mas sem perder a dinâmica. Essa música dá muita ênfase à variação vocal da cantora, que vai dos sussurros a notas mais intensas em poucos segundos, talvez tendo a performance mais sensual do disco.

“Complicated” prova que a escolha da ordem do tracklist foi muito bem-feita, pois a faixa parece resumir bem tudo que a antecede ou é uma coincidência mais do que feliz. Logo, o final chega com “The Drain”, uma balada romântica, onde a atmosfera do soul se une ao hip-hop, encantando com sua introspecção e mais um show de Mia, que é uma cantora impossível de ouvir e passar incólume, assim como o disco todo.

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