O violão, com uma calmaria extasiante, envolve o ouvinte em uma conjuntura de texturas enraizadas no senso de pura maciez e bem-estar. Fresca, mas sem abalar a sua vulnerabilidade intimista e minimalista, a faixa consegue alcançar um patamar tocante apenas a partir do dedilhar das cordas do instrumento anteriormente citado.
Garantindo uma espécie de senso de movimento linear à canção, a melodia exposta pelo instrumento é rapidamente acompanhada pelos primeiros vislumbres líricos que permitem ao ouvinte o contato com uma voz feminina levemente rouca. Na posse de Martina Liviero, ela é capaz de introduzir o torpor, senso que se expande com o ligeiro solo de clarinete exercido por Joana Queiroz perto da finalização de florecer.




