A canção já nasce no comando de uma voz que se apresenta sob moldes melismáticos que, imediatamente, coloca o ouvinte em um estado hipnótico e manipulativo. Como um completo refém, o espectador se percebe perdendo o controle de sua própria lucidez conforme o escopo lírico vai amadurecendo a tal ponto que enuncia a sua natureza idiomática espanhola.

Ganhando, a partir daí, boas doses de uma sensualidade penetrante no comando de Lumina Adictiva, a canção vai caminhando rumo à experimentação de um comportamento mais expansivo. Ainda que de forma gradativa, esse processo é auxiliado pelo escopo rítmico calcado nos alicerces do reggaeton, o que enaltece a sensualidade estrutural da composição. É com essa arquitetura que a versão cover de Lumina para La Alegría Es Medicina, faixa de Maria Batista, explora a verdade de que a risada, a gratidão e a alegria também podem curar.

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