É interessante como a sonoridade introdutória consegue combinar densidade, pressão, drama e certo grau de melancolia. Apenas perante a combinação entre guitarra e bateria, a faixa expressa uma atmosfera que se embrenha por uma postura introspectiva e uma camada sensorial melancólica que beira a pungência.
Misturando elementos digitais e, consequentemente, sintéticos, principalmente diante de sua desenvoltura rítmica, a composição, enquanto permite a aquisição de uma sensualidade delicada, mergulha em uma influência sônica marcada pela temática setentista da new wave. O que torna a sua atmosfera marcante, no entanto, é a forma como o vocalista dá vida ao enredo lírico.

Diante de uma voz que mistura o grave e o encorpado, o cantor captura a lucidez do espectador ao mesmo tempo em que permite que a composição vá se tornando, gradativamente, sombria a um ponto em que o pegajoso toma conta da ambiência estético-estrutural.
Liricamente narrada perante um contexto idiomático surpreendentemente alemão, a versão cover que o Love Ghost entrega a Rock Me Amadeus entrega mais sensualidade em relação à original cantada na voz de Falco. Aqui, inclusive, a presente versão se destaca pela sua natureza cyberpunk penetrante e pela sua capacidade de trazer de volta a paisagem sonora dos anos 70 ao mesmo tempo em que encapsula silhuetas de um rock industrial hipnótico.
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