A combinação entre voz e violão constrói uma atmosfera suave, leve e contagiante de uma forma que mostra o minimalismo estrutural sendo suficientemente explorado a tal forma que faz o ouvinte ser capturado pelo frescor e pela leveza de maneira orgânica e fluida. Com seu timbre firme e de base delicadamente grave, Raphaela vai introduzindo o espectador em um mundo de paixão e romance.
Amadurecido por meio de uma cenografia sonora popeada contagiante, essa experiência sensorial leva o ouvinte para um instante em que som e narrativa lírica promovem um aspecto dramático envolvente e marcante. Aromática, mas curiosamente agraciada por espirros melancólico-nostálgicos, Bittersweet é onde a cantora fala sobre um relacionamento encerrado, mas cuja paixão continua transformando a vida dos envolvidos.




