No mundo há tantos lugares fascinantes que a percepção de cultura chega a desenhar um modelo específico para cada povo, sociedade e expressões rudimentares. Às vezes em alguns países a diversidade cultural é tamanha que muitas vezes são confundidos com outras nações, devido ao impacto da influência de migração. Em outros casos, uma mesma nação convive com a sua cultura original que já existia antes da invasão branca europeia. Nesse sentido, temos bons exemplos no Brasil onde o homem ocidental travou batalhas com nativos a partir de 1500 e conseguiu dizimar a maioria dos povos indígenas. Contudo, os seus costumes como gastronomia e linguagem continuam vivos entre os remanescentes.

Outro exemplo fortíssimo é o aborígene australiano que, embora distribuído em arquipélagos, concentra no país da Oceania grande impacto cultural. Quem traz um pouco dessa realidade para a música é o artista multifacetado Jungaji que, neste momento, promove o seu primeiro álbum solo “Betting On Blak”. O músico é fortemente apreciado em sua terra natal, além disso, já ganhou prêmios da música e seus projetos em outras áreas são inúmeros. Seu estilo remete a um período de descobertas para vertentes como soul, blues e R&B. Na verdade, Jungaji é um cantor virtuoso e sofisticado.
O repertório de “Betting On Blak” é formado por doze canções onde a maioria é conhecida pelos fãs do cantor, pois remota dos últimos singles com exceção de três músicas. Originalmente lançada em março de 2024, “Renaissance Rambler” abre o trabalho distribuindo simpatia em sua sonoridade. Com um pouco de peso na cozinha e linhas de guitarra elegantes, essa música, a quem está conhecendo o trabalho de Jungaji agora, é perfeita para causar boa impressão. Em “Gummy Bamarra”, o cantor busca nas raízes aborígenes a sistemática perfeita para comunicar com o seu público e acerta em cheio.
A primeira novidade do disco chega com “Mission Streets”, a primeira das músicas inéditas. Aqui, Jungaji utiliza técnicas vocais que, em uma pessoa normal, perderia o fôlego facilmente, pois suas entonações promovem oscilações com um soar afinado difícil de segurar. No entanto, para o artista de Brisbane isso parece ser tão fácil quanto tomar um copo d’água. Ao final dessa música, a canção que dá nome ao álbum, “Betting On Blak”, surge com um ritmo mais cativante e uma pegada diferenciada. Apenas com essas músicas já percebemos o quão versátil é a essência desse cantor, mas espere que mais coisas estão por vir.

“Adore”, música título do EP de mesmo nome lançado em 2024, traz a magia das danceterias dos anos setenta com ótimos arranjos. Além do vocal de Jungaji sempre equilibrado e destacável, a canção mistura esse estilo clássico com um contagiante ritmo latino. Como fazer isso se tornar realidade em uma composição? Bom, é só você escutar o som. Na mesma vibe do EP “Adore” está a execução de “River Girl” que é mais cadenciada e flui bem em qualquer ambiente de festa. Essa música é do tipo que ativa o nosso modo de despertar para um grande dia.
A música seguinte, “Kalkurr”, é uma das coisas mais emocionantes que existe nesse álbum, pois além de possuir uma melodia transcendental, ela traz a participação especialíssima de Dean Brady, que é filho de Jungaji. Você que acompanha o trabalho de perto, já ouviu essa canção em maio quando saiu no formato single. Não menos envolvente, está “Wakka Wakka Woman”, uma expressão sotutna das ideias de Jungaji. Em uma outra ocasião a música se torna mais experimental e acabamos a nos envolver em sua magia. Esse disco é mesmo um fio condutor para várias obras cujos donos se envolvem em sua melodia.
Inspirado e servindo de inspiração, o cantor Jungaji que em sua inquietude pensativa rege transformações em sua música, apresenta uma canção chamada “Ol’ Rooster” que é tão linda que seu destaque entre as demais é notável. Aqui, o groove suaeve da cozinha proporciona uma sonoridade calmamente fantástica. Depois desse baile sedutor detímpanos, o álbum “Betting On Blak” apresenta a sua próxima canção inédita “Sun Moon Stars”. De acordo com o seu título e a forma como foi exectada, Jungaji devia estar muito de bem com a vida, pois é essa a vibe que a música transmite a nós. Um bom ritmo dançante e explorações instrumentais inteligentes fazem parte desse combo.

Os momentos finais do disco ficam por conta de “Pilbara Man”, uma música que funcionam muito bem em qualquer ocasião. A boa produção, o talento ilimitado e as técnicas de Jungaji fazem qualquer música virar um estrumento de cura para o cansaço, pois a melodia de suas composições transportam o indivíduo a lugares inesplorados pela mente humana.
Para finalizar de fato a obra, Jungaji libera outra versão de “Adore”, mas dessa vez bem mais explosiva, pulsante e bem acabada. Trata-se de uma versão remix com participação de Candy Suite Remix. Depois disso, o cantor australiano não precisa dizer ao mundo que faz bom trabalho com a música, pois uma leve conferida em seu material nos limita a pensar algo contrário.
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