Desde seu início imediato, a canção experimenta uma performance pulsante e de sonoridade precisa. Trazendo consigo um curioso toque de frescor frente a uma guitarra distorcida em uma afinação que sugere um sabor ácido, a faixa, logo que entra em seu primeiro verso, acaba oferecendo, também, uma interessante nuance estrutural leve e branda.
Regida por um chimbal delicadamente sincopado e guiada por uma voz feminina equilibrada em seu dulçor, a faixa se destaca por conseguir evidenciar seu caráter contagiante. Porém, é graças à interpretação lírica sussurrante de Amy Hef que a faixa consegue exortar uma identidade suavemente sensual em meio a uma ambiência setentista introspectiva, mas não alucinógena.

Isso acontece porque, em virtude da companhia de Alex Alexander, a composição é envolta em um aspecto noturno, mas ácido, que lhe proporciona uma identidade vivaz em contato direto com lapsos de torpor. De refrão explosivo e intenso, a versão cover de It Must Have Been Love, single creditado ao Roxette, se apresenta como um verdadeiro tributo à figura de Marie Frederiksson.
E por ser uma releitura, aqui, Amy explora muito mais peso, densidade e texturas que, por mais que construídas de maneira sintética, culminam na obtenção de uma atmosfera mais rock, impulsiva e precisa. É como se, com uma voltagem elevada, o senso de gratidão pela contribuição de Marie no mundo da música, adquirisse seu peso ideal.
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