Doze faixas formam o álbum da banda Iron and Steele, “Buried but Breathing”. O curioso é que ele veio após a experiência de um dos membros com Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). O álbum fala sobre a sua luta e redenção. O som pesado começa com “Hellfire”, que mistura metal e melancolia casados no mesmo som. Em seguida, o clima fica mais denso com uma versão remasterizada de “The Beast Within”, uma música que traz as características mais emotivas da banda. A sequência mostra o som mais empolgante na introdução, mas introspectivo nas letras. Batizada como “Turmoil”, a canção cria climas introspectivos.
Todo o disco surgiu durante um estado de lucidez, que acabou inserindo em canções como “Trigger Discipline” mais versatilidade. Nesse sentido, você pode observar na pegada dessa música um groove mais acentuado na cozinha, embora a agressividade seja bem encaixada. Sim, quando o assunto é técnica, o Iron and Steele, embora ainda seja uma banda emergente na cena mundial, consegue se destacar com músicas como “Surreal”. Aqui, a cozinha e os riffs estão muito bem alinhados ao vocal melódico. Agora, com “My Own Frame”, a influência do metalcore se torna mais evidente e representativa a quem curte linhas melódicas e agressivas alternadas.
Entre os temas que envolvem este “Buried but Breathing”, a volta à vida depois de momentos turbulentos transita livremente pelo repertório. Talvez isso venha a contribuir para a maioria de suas músicas serem tão compenetradas sentimentalmente e, a exemplo disso, temos “What’s Your Poison”. O que vem depois é outra prova de que o grupo está focado na qualidade de som e letras agregadoras. Com títulos como “Stronger”, o que se pode pensar à primeira vista é que se exige esforço para sair de qualquer situação. Isso ocorre também em “Painted Smile”, onde, depois da vitória, você mostra toda a sua satisfação na luta.
Durante a audição, você notará que quase todas as faixas do álbum começam com introduções lentas, melódicas e intimistas, porém, assim como em “Fire (I was born in the)”, o desfecho é bem mais brutal durante a execução. Perceba que em “War of Silence (Gone and Back Extension)”, há também essa relação, mas a sua sucessora “The Unseen”, já entra destruindo tudo e não deixa pedra sobre pedra. Temos aqui um álbum feito na força da emoção, cujo caminho tomado pela banda permitiu a canalização de cada sentimento. Confira o lançamento e vibre com a energia.
Confira pelo Dropbox o lançamento de “Buried but Breathing”
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