O piano vem com um swing charmoso junto a um frescor bem-vindo. De energia branda e tranquilizante, a canção já vem com uma ambiência retro, retrocedendo o ouvinte para meados dos anos 20 e 30. Lá, o jazz predominava. E aqui, ele é o gênero-base da melodia. Algo notável, principalmente, pelo compasso quaternário e tilintante que o baterista executa por meio de golpes na cúpula do prato de condução.
Rapidamente, porém, o inebriante se dissipa. Com a entrada da voz aguda e no limite da estridência de Nelda, o chamado para o retorno da lucidez é algo inevitável e imparável. Curiosamente, porém, o espectro rítmico-melódico assume uma constância que chega a ser linear. A partir daí, cabe, então, à cadência e à interpretação lírica denotar movimento e mudanças estéticas.

De essência igualmente entorpecida, In-Between Two Worlds é agraciada por um solo de piano macio, mas, ao mesmo tempo, sensual. Ainda que sem menções propriamente sexuais, o instrumento deixa o ambiente atraente, além de convidar o espetador para o centro da pista de dança do pub no qual Nelda, imageticamente, está performando essa que é uma canção que apresenta uma personagem, tal como o título sugere, vivendo e conflitando entre a realidade de dois mundos diferentes em suas respectivas essências.
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