Eis a história de um músico que, aos 74 anos de idade, começou a contribuir para o mundo da música e hoje, aos 78, já conquistou feitos surpreendentes como o acúmulo de mais de três milhões e meio de streamings em uma plataforma digital. Sua discografia já conta com dez singles e dezessete álbuns completos, dentre os quais, “To The Four” é o último deles. O álbum contém nove faixas da mais pura leveza atribuída ao piano. “Breathe”, que é a música que abre o repertório, revela um pouco da inspiração de Ian Rae, inglês de Kenley que é responsável por toda essa trajetória.

Uma curiosidade sobre Ian é que, justamente aos 78 anos, o músico descobriu que é neurodivergente. Ou seja, possui condição mental diferente do que se julga dizer normal. Sua música, então, passou a conquistar inúmeros fãs pelo mundo com a mesma condição, pois sua melodia é terapêutica e funcional. Músicas como “He Was Gone”, por exemplo, causam relaxamento, afasta o estresse e até ajuda no raciocínio. Com isso, o artista sabe que contribui para uma melhor qualidade de vida de outras pessoas, pois seu trabalho está ligado diretamente à regulação mental de muitas pessoas, afastando muitos infortúnios.
Em relação aos feitos deste compositor e pianista, o próprio reitera que “Em pouco menos de quatro anos, lancei 17 álbuns e 10 singles. Atualmente, estou transmitindo no Spotify com 1,2 milhão de streamings por ano – um total de mais de 3,6 milhões de streamings e 269 mil ouvintes nos últimos 2 anos. No total, no TikTok, Instagram, Spotify, Facebook, Twitch e YouTube, tenho mais de 750 mil seguidores.” Segundo os números que o próprio inglês informa, podemos concordar que, graças a músicas como “Old Friend”, que também possui flauta, ele pôde chegar a este nível em tão pouco tempo.
Essa ascensão foi repentina para a vida de Ian, pois não é sempre que uma pessoa passe de 0 a milhões de ouvintes em uma plataforma em um espaço de quatro anos. O pianista não só fez isso, como angariou todos os fãs possíveis em função de suas melodias únicas, tocantes e libertadoras. Em títulos como “I’ll be There” sentimos de perto este toque com camadas leves, introspectivas e planadoras. Ao expor essa música às pessoas de uma forma despretensiosa, em instantes notaremos essas mesmas pessoas se renderem à aura do piano, da atmosfera leve e do virtuosismo empregado em cada nota.

Pelas redes sociais, Ian Rae já é uma celebridade em escanção. Plataformas como as já citadas transmitem suas lives simultaneamente, gerando um quantitativo crescente de seguidores que, neste momento, já passam de 170 mil só no Instagram. A partir dessa informação já se pode reconhecer que o compositor ultrapassou barreiras que, comumente, são atribuídas a um público mais jovem. Entretanto, o seu trabalho é tão puro e necessário que transcendeu a classificação por nicho. Isso até que pode ser normal, afinal, não se pode resistir aos encantos de uma faixa como “Across All Time” que também cruza o nosso espírito.
Outra coisa nobre da parte de Ian, é que o pianista realiza um projeto de distribuição de partituras a todos os jovens e adultos. Isso acabou gerando um levante de pessoas que se interessaram pelo instrumento, além de fazer outras voltarem a tocar. Para o estilo do inglês, que é mais introspectivo, se torna um processo didático e de fácil compreensão a quem já tem alguma noção. Sobre a questão do artista seguir uma linha mais intimista, músicas como “Since I Met You”, onde os acordes parecem comunicar com o ouvinte frase a frase, deixam tudo mais claro.
Essa didática, você perceberá, que ocorre por todo o álbum e o tempo das músicas ainda ajuda na fluidez sonora. Todas as faixas não ultrapassam a casa dos três minutos, isso faz com que “To The Four” seja um disco tragável, sem complexidades anormais e entediante. Um álbum completamente enxuto e, a exemplo de “A Cry for Peace”, com arranjos especiais. Esta, por conseguinte, penetra fundo na consciência e gera sentimentos confortantes com seus climas suaves que parte da base, transitando até as partes principais de piano. A base, no entanto, é formada por camadas de teclados com sons de fluta doce em seu limiar.

Os momentos finais de “To The Four” trazem “I Think of You” que segue a mesma regra das outras de ser uma música suave, curta e cativante pela harmonia. Nela, os dedos passeiam sobre as teclas como um patinado no gelo de tão leve que é a melodia. Para terminar, o álbum encerra o seu repertório com “The Joyrider”, a mais curta e a com uma sonoridade mais marcante. Depois de ouvir uma obra de arte como esta, o que resta a nós é salvar todo o conteúdo deste trabalho, pois dependendo da ocorrência, este item pode ser a solução para problemas de muitas pessoas que sofrem com algum transtorno. Um álbum belo, divino e curativo.
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