obsessed” é a anatomia sonora de um coração em conflito, onde Harvey Brittain disseca relações tóxicas com a precisão de um cirurgião-poeta.

Entre loops de guitarra que flutuam como fumaça e sintetizadores que queimam como memórias, o artista tece Britpop, jazz e pop contemporâneo num retrato cru de “situaçõeships” que doem mais do que deveriam.

Com produção que oscila entre o etéreo e o visceral, Brittain transforma quartos de hotel vazios em catedrais emocionais, onde cada verso é confissão e cada nota, arrependimento.

A faixa extraída do álbum “my heart keeps score” não canta só sobre obsessão, também despeja na mesa a prova de que até os corações mais partidos ainda batem.

Confira:

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