É curioso perceber nuances sensuais em meio a uma estrutura que, apesar da presença de uma breve sonoridade aguda e sintética, ter o protagonismo do escopo rítmico. A partir dele, que se apresenta sob um andamento amaciado, o ouvinte tem acesso a uma boa dose de movimento, enquanto um toque áspero insistente se mantém na dianteira sonora.
Diante desse escopo rítmico-melódico, Zon Barlow, com seu timbre afinado em um tom intermediário, entra em cena com um andamento lírico sincopado perante a sua base rap. Sem autotunes ou subgraves, o cantor se apresenta em sua pura essência para fazer de FDB (First Day Back) uma obra rappeada que fala sobre o crescimento do rap gospel.
