Na música, como até já comentamos antes por aqui, temos uma infinidade de formas pra criar. Alguns artistas unem seu talento com isso e transforma a arte de compor em sua própria identidade, nos brindando com trabalhos ricos e que abrangem diversos estilos, tornando sua arte expansiva e para todos.
Com o a tecnologia cada vez mais rápida, auxiliando trabalhos, desde a concepção, passando pela composição e até mesmo a execução de faixas, o artista ficou ainda mais ativo e prolífico, entregando obras híbridas, muitas delas com o domínio humano em seu cerne e gerando músicas de alto nível, sem restrições.
O panamenho naturalizado norte-americano, Erickoscar é um destes artistas e agora ele chega com um novo disco que comprova tudo isso. Mas, sua história no cenário também corrobora com tal, tanto que ele deixa bem claro sua evolução como músico, o que é muito plausível e faz com que entendamos ainda melhor sua obra.
Ele mesmo conta um pouco dela. “Meu pai era cantor e me apresentou a canções de amor e baladas durante a minha infância. Toco violão na banda de louvor da minha igreja há mais de 35 anos e, nesse período, compus mais de 1.200 músicas”, declara.
Erick também fala de se manter antenado no cenário, e a diferença que isso fazx em seu trabalho, inclusive nos meandros da produção sonora. “Recentemente, aprendi a usar softwares de produção musical para criar músicas (definindo estilo, andamento, vocais, instrumentos, arranjo, etc.) e consegui produzir vários álbuns. Sou um produtor amador que gosta de dar vida à música. A música toca a nossa alma de uma maneira que nada mais consegue. Gosto de tocar corações e inspirar pessoas”, confirma.
Nascido no Panamá, Erick vive nos Estados Unidos há 34 anos e tornou-se cidadão americano há décadas. Sua trajetória profissional também o levou a atuar em quase todos os países da América Latina.
Essa combinação — raízes panamenhas, um lar americano e uma vida percorrida pela América Latina — é o que torna seu repertório eclético, em vez de limitado a um único gênero. Ele compõe e canta tanto em inglês quanto em espanhol, inspirando-se em country, pop, baladas, salsa, merengue, bachata, flamenco, vallenato, reggaeton, mariachi e muito mais.
Não obstante, Erick compõem em duas línguas, o inglês e o espanhol, o que acaba dando ainda mais expansão ao seu som, além de caracterizá-lo, provando que ele sempre soube moldar muito bem sua personalidade.
O disco, intitulado “Hold The Light”, traz 11 composições que conseguem descrever essas características, mas sempre mantendo um foco principal que é o pop com influências de folk. Quando Erick sai um pouco deste contexto, ele jamais abandona aquilo que moldou, mantendo sua identidade intacta nos poucos mais de 42 minutos.
A faixa título abre o trabalho com os sentimentos à flor da pele, mostrando um violão encantador e uma interpretação vocal magistral. Enquanto isso, “Everything I Needed” é uma música que encanta pelo piano e o fundo com vocalizações magistrais, dando um clima unindo beleza e emoção.
Um dos carros chefes do disco, com um violino fenomenal, “Still Ridin’ On” é uma composição inspirada em uma experiência pessoal, do qual ele reflete que às vezes precisamos deixar alguém que amamos por outros motivos; podemos sentir falta de quem amamos e, ao mesmo tempo, nos curar.
Enquanto isso, “Guess I Clapped Loud Enough” retoma o sentimento de vanguarda com um pop mais intimista e “Let Me Tell You Know” ganha uma batida consistente, bebendo na fonte da americana, mas com influências de soul que deixam a música mais suave e muito bem encaminhada.
“Total Package” traz as raízes de Erick à tona, com um pop latino cativante, que começa de uma forma mais intimista até cair num contexto dançante contagiante. Logo, “Till We Turn Grey” retorna ao pop romântico, moderno e do qual Erick se mostra um grande dominador.
Com vocais femininos, “It’s Over” é uma das faixas mais intensas e emotivas do disco, desde a parte instrumental, até o trabalho vocal cheio de sentimentos, que entrega um refrão simplesmente encantador.
Eis que chegamos na reta final e Erick cai de vez nas suas origens, desde o trabalho instrumental e aderindo maior parte das letras em espanhol. A começar pela balada magistral “Congela El Tiempo” e sua beleza estonteante.
Já “Eres Mi Latido” vem com uma bachata magnífica, com direito a sopros encantadores e uma voz sensual conduzindo os vocais. O mais legal essa canção abençoada é o fato de Erick não se perde em suas principais influências.
Por fim, ele fecha o disco com uma música completa chamada “Abraza a Tus Amigos Esta Noche”, uma música que prega união, tem uma melodia encantadora e ainda soba abrangente mesmo sendo uma simples balada. Simplesmente “Hold The Light” é um trabalho que entrega a capacidade de Erickoscar em encantar com música e temas resilientes.
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