A música é um fio condutor para emoções carregadas, sejam elas dolorosas ou divertidas. A música sempre encontra um jeito de transformar as pessoas. O premiado músico e compositor Jánnos Eolou se dedica a essa arte há anos e o seu primeiro álbum “Dance of the Road Roses” (1999), pavimentou um caminho próspero. Com a internet engatinhando ainda na maioria dos países do mundo, Eolou distribuía a sua arte a um público cuja sensibilidade deriva de bom gosto musical. Seus principais instrumentos que são cordas e piano, conseguiram através dos anos mostrar trabalhos consistentes, emotivos e intensos. Essa e a magia que se segue.

O processo de criação deste nome grego, encontrou boas inspirações para o seu segundo álbum “Wintry Nostalgia” (2004). Se em “Dance of the Road Roses”, suas dezessete músicas confortam à distância, em “Wintry Nostalgia” o prazer em ouvir as suas vinte e sete faixas são verdadeiros castelos de sonhos. Logo, esse número foi pequeno diante da playlist de “A Hero in Rome” (2006), com suas nada menos que quarenta faixas. Outros títulos que se seguiram e, por isso, não menos virtuosos, arremessaram de vez este “arquiteto” da música a um lugar privilegiado dentro de seu nicho.
Anos depois, e com um número enorme de lançamentos, certificações e outras conquistas, Jánnos Eolou entrega o seu mais recente recipiente de poesia sonora. Com treze faixas, o projeto foi batizado como “Night Beyond”, um conglomerado harmonioso feito para orquestra de cordas e outros adornos para piano. A primeira música, “Unwatched Stars – String Orchestra” já entrega a pureza dessa proposta. Na sequência, “Your Breath – String Orchestra” insere mais introspecção com camadas suntuosa de violino. Não há como não se emocionar diante de tanto virtuosismo, e olha que estas são só as primeiras músicas de um álbum que, embora erudito, apresenta traços de modernidade.
Como o título sugere, “Dance of the Road Roses” é uma reverência à noite, esse período do dia tão inspirador para músicos e poetas. Aqui, há muita poesia embutida em cada acorde. “A noite é a imagem mais primordial de ‘Tudo’, do conceito de ‘Véu protetor’, mas também do ‘Outro’ que existe lá fora, a Escuridão Absoluta ou Deus…”, este é o primeiro conceito de noite descrita por Eolou. Podemos atribuir esse primeiro conceito de noite, a vendo por vários ângulos como em um caleidoscópio, aqui, referido como “Kaleidoscope – String Orchestra”. Também podemos associar a uma noite líquida como em “Breakwater – String Orchestra”.
Ainda com linguagem poética, Eolou dá mais definições de noite, comparando até com eventos físicos ligados com o tempo e espaço. “É uma imagem mágica porque une o passado (a luz das estrelas leva de minutos a milhares de anos para chegar até nós) com o presente (o momento em que a observamos) e o futuro (automaticamente nos faz sonhar com o amanhã). Tente refletir nisso ao som de “Under the Same Sky – String Orchestra”, sentirás paz em sua vida, da mesma maneira, “Unwritten Letter – String Orchestra” ampliará essa sensação.
Sobre o exemplo que tivemos nas últimas linhas, Eolou desperta o seu interesse na poesia filosófica, ao mesmo tempo em que cativa o seu coração com lindas linhas melódicas e sinfônicas de suas ideias. O poder cinematográfico do tema atual deste disco reflete músicas como “Due is the Night – String Orchestra”, que arranca suspiro pela tensão e suspense de sua estrutura. Não é à toa que o homem, no decorrer dos últimos anos, conquistou prêmios como “Melhor Compositor”, “Melhor Álbum”, “Melhor Trilha Sonora” etc. A exemplo de “Requiem for a Smile – String Orchestra”, onde há expressões de vários sentimentos em sua estrutura, é fácil saber porque Eolou contunua a receber mais honrarias.
O que muita gente, a esta altura do campeonato, já percebeu é que o artista além de apresentar influências da música clássica, também tem o tango como referência. Não só em “Your Hands – String Orchestra”, mas em todo o álbum esse elemento é notável. Seu último álbum, “Tangos Of the Magic Reality” (2023), por conseguinte, encaçapou vários prêmios. Por aqui, em 2025, músicas como “Perseids – String Orchestra”, dentro do atual combo, pode esperar mais reconhecimento. Este reconhecimento pode vir de maneira ainda mais ampla, levando em conta a poesia contida em cada nota musical que faz o próprio ouvinte sentir ao invés de só escutar.
Ao refletir em outro trecho de Eolou que diz “Embora mude muito lentamente, cada noite é diferente, única, e embora pareça atemporal, contém tanto movimento…”, você pode se deparar com a audição de “Vortex – String Orchestra”. No entanto, os caminhos podem te guiarem até “Night in Pieces – String Orchestra”, que é mais introspectiva. Ao final com “After You Left – String Orchestra”, você pode despertar de um transe e agradecer a este mestre grego por compartilhar o poder curativo de suas composições em prol da paz, sossego e leveza.
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