Todos os gêneros musicais possuem ramificações que acabam se tornando subgêneros. Não seria diferente dentro da música eletrônica. E, para saber como produzir cada gênero proposto o artista tem que ter conhecimento de causa. Caso contrário a música se torna um emaranhado de sons sem sentido ou no máximo uma cópia manjada de algo.
Fred Rydén tem conhecimento de causa. Ele é o nome por trás do FREDRYD e há um ano vem provando isso, com um trabalho que, além da originalidade de sua identidade, mostra como é unir diversas facetas da música eletrônica sem se perder e usando uma fórmula própria.
Com influências de Kygo, David Guetta, Calvin Harris e seu ídolo Avicii, ele já lançou um disco, “Love Is What We Need”, no ano passado, que o apresentou ao mundo. Agora, para consolidar seu território, entrega “The Way To The Good Life”, mostrando tudo que ele vem moldando neste pouco espaço de tempo.
É bom ressaltar que ele também lançou diversos singles, o que mostra o quanto prolífico é. Isso também colabora com o fato de parecer estarmos diante de um artista que vem produzindo por décadas, afinal de contas, os poucos mais de 40 minutos das 16 faixas do disco demonstram isso.
Muito equilibrado, o repertório dificulta destacar uma ou outra faixa, mas temos que enfatizar que algumas chamam atenção de cara. Caso de “Don’t Want To Be Alone No More”, uma música descontraída e que traz em sua essência uma mescla de EDM, dance e eletropop que encanta.
Outra que chama atenção é “Take Me To The Places”, que tem um ar mais vanguardista, inclusive com doses homeopáticas de post-punk, que a deixa um tanto quanto mais requintada. Os vocais naturais a deixam bem específica, mas sem perder a identidade de FREDRYD.
A semi-instrumental “Reconnection” (aliás, o álbum prima por revezar sons com vocais e outros sem vocais) também chama atenção por uma característica bem interessante do artista, que usar os teclados como fios condutores em diversos momentos, uma fórmula de vanguarda que nos remete ao pop eletrônico dos anos 80.
Mas, são 16 faixas, onde muita coisa pode ser conferida e quanto mais se ouve, mais se encontra detalhes, talvez pela eternidade. Fato é que com “The Way To The Good Life”, FREDRYDEN alça um voo ainda mais alto. Note que pelos nomes dos dois discos, ele aposta numa temática otimista, que serve como incentivo a quem ouve.
