O blues pode ser entendido como aquele gênero em que a emoção rege toda a sua identidade, seja ela sensorial, estrutural ou puramente estética. E aqui, não poderia ser diferente. Enquanto a guitarra se movimenta de forma ondulante produzindo uma sonoridade de caráter que, ao mesmo tempo, é melancólico e introspectivo, a bateria denota sinais de crueza com o som seco do chimbal e um tilintar agudo ecoa pelo ambiente de forma completamente livre e desempedida.
Produzindo, a partir daí, uma energia soturna contagiante no que tange a significância do pegajoso, a canção ganha toques de drama e densidade com o reverberar dos golpes suaves nas superfícies do prato da bateria. É a partir deles, que, inclusive, o enredo lírico começa a ser devidamente estruturado. Se mostrando sincopado e sob uma cadência mid-tempo que garante um bom senso de fluide, o toque verbal, desenhado inicialmente por um timbre masculino límpido, oferece ao ouvinte sinais de uma sensualidade delicada.

Perceptível em razão da adoção do espanhol como o idioma basde da narrativa lírica, Lefty Barnes vai fazendo de El Diablito a canção em que experimenta, pela primeira vez, um mergulho no referido idioma. Na companhia de Big Herk Da Terrible, o cantor transforma o intimismo em um meio de lanças luz à forma como os fatores externos influenciam o indivíduo.
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