Quem acompanha o cenário do rock, em especial o heavy metal, sabe que a Finlândia é um país que oferece muita coisa boa na música pesada. Logo, se deparar com um artista vindo de lá, que opta por trazer um lado mais acessível dentro do indie rock e entrega música de qualidade, não é tão surpreendente assim.

Anthony Rausku, natural de Helsinque, Finlândia, é um artista talentoso que assumiu o comando de seu projeto mais recente, o álbum original “Another World”, lançado em 31 de dezembro de 2025. O disco chega com uma responsabilidade extra, já que ele colheu ótimos frutos com “Life is Perfect for Living”, trabalho anterior.

Mas, além disso, “Another World” tem um sabor especial. O disco é uma uma coleção de canções que surgiram na década de 90, durante sua época com a banda Kamikaze Pilots. Com o desejo de revisitar e refinar essas faixas para um novo público, a dedicação de Anthony à qualidade transparece neste álbum.

Gravado em seu estúdio caseiro em Helsinque, Finlândia, o processo de produção do álbum demonstra a expertise de Anthony, aprimorada ao longo de anos de experiência criando música que ressoa com o público mundial. Por isso o disco soa atemporal e tem uma sonoridade orgânica.

Tudo distribuído em treze poderosas faixas, onde ele transita pelo punk rock, rock alternativo e até mesmo leves pitadas de indie rock e garage rock, que deixam tudo mais visceral. Aliás, a abordagem de Anthony é a mais natural possível, colaborando com este aspecto do disco.

O trabalho também prima por trazer temas diversos, onde o artista traz desde temas sociais, passando por questões de identidade, particulares e outros mais entretidos, sempre mantendo ângulos que caibam de acordo com a interpretação de cada um, o que acaba deixando as composições ainda mais expansivas.

“Another World” começa com a faixa “I Don’t Feel Your Pain”, um dos carros-chefes, que ganhou inclusive um videoclipe. A música prima por trazer praticamente todos os elementos da sonoridade do disco, com uma guitarra inspirada no punk setentista, mas um ritmo a lá grunge. O baixo introdutório é um charme à parte.

Um grande fã de David Bowie, Anthony apresenta um pouco do que é o rock setentista inspirado pelo glam em “Another Way to be”. Enquanto isso volta para um punk mais noventista em “My Lost Girl”, que tem guitarras robustas e um clima mais introspectivo, apesar de enérgica.

Falando em punk, “Too Beautiful For My Eyes” encarna o lado mais agressivo do estilo, com riffs de guitarras típicos e velocidade, tudo sem perder a classe e uma base a lá Ramones. Já “Second Chance” traz a inspiração se mesclando com o garage, tendo uma guitarra que sola quase que tomando o protagonismo.

Com o perdão do trocadilho, é incrível como “Don’t Hesitate” mostra que Anthony não está afim de hesitar e não deixa a peteca cair na audição do disco, além de versatilizar. A música é uma powe ballad alternativa, que mostra variação, mas sem perder as características.

Enquanto “Things Don’t Seem To Be That Way” traz o agito de volta em uma melodia mais descontraída, porém agressiva. “Yellow Car” entrega uma veia mais de rock clássico, provando mais uma vez, que Rausku entende bem do assunto, e consegue transitar pelas últimas quatro décadas no novo disco.

O riff de guitarra inicial de “Down Under” é tão inspirador, que praticamente já vale a música. Mesclando o clássico e o alternativo, a música prima pelas bases sólidas e um jeito meio canastrão na interpretação. Já a faixa título cai de novo no punk tradicional, com velocidade, bases cativantes e uma cozinha que prima pela coesão.

Com leves toques do pop punk, “Time To Choose” chega com linhas mais acessíveis, sem perder as características, onde Anthony prova mais uma vez seu lado expansivo e seu conhecimento de causa em praticamente todas as facetas do rock alternativo.

Já “Out Of Here” é uma faixa que traz o peso de volta. Aliás, a faixa é uma das mais densas do disco, com guitarras gordurosas, uma cozinha consistente, onde a bateria faz viradas insanas e o baixo pulsa na medida. E, por fim, o fechamento com “In and Out” prima por ainda mais versatilidade, mostrando que tanto a abertura, quanto o fechamento do disco faz questão de ressaltar a abrangência de “Another Wolrd”. Sem contar que a faixa é uma boa deixa para o que está por vir.

Na verdade, além de recuperar faixas dos seus tempos de banda, Anthony Rausku consegue também resgatar suas influências, que giram em torno do rock alternativo, principalmente entre os australianos do Midnight Oil, mas um tanto quanto mais visceral. Ele também personifica ainda mais seu som, que soa característico o disco todo, mesmo transitando por 13 faixas distintas, distribuídas em pouco mais de 46 minutos. Ouça sem medo!

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