Indubitavelmente, a estrela da canção é a guitarra. Com seu riff distorcido, cheio de nuances, trepidante e, ainda, agraciada com uma espécie de sensualidade soturna, é interessante perceber como o instrumento consegue combinar o swing provocante e libidinoso dos anos 80 com a postura e a seriedade dos anos 90.
Explorando, em meio à sua estrutura, uma mistura de blues, grunge, hard rock e pitadas de southern rock ao modo Kansas, a faixa também é respaldada por uma bateria que, apesar de simples, entrega a precisão na medida exata do necessário. De lirismo com veias entorpecentes, Holograms ainda escancara a forte influência de Jimi Hendrix na criação do som de Clay Guccione, a tornando um produto surpreendentemente audacioso e atraente.




