É interessante perceber como o violão consegue surtir em um efeito sensorial que mistura delicadeza, maciez e melancolia. De identidade igualmente serena e aromática, a canção, por meio da levada melódica desenvolvida pelo violão, acaba, consequentemente, rememorando aquela sonoridade presente em Tell Me, single do Gotthard.
Cuidadosamente sincopada e com uma camada aromática estonteante, a faixa se destaca por combinar, dentro de suas brisas tristes, uma conotação nostálgica surpreendentemente extasiante. Com um dulçor cheio de singeleza, Don’t Look At Me traz Derek James caminhando livremente entre o pop e o folk de forma a criar um universo que é, ao mesmo tempo, tocante e envolvente.
